{"id":7837,"date":"2023-07-14T22:56:52","date_gmt":"2023-07-14T22:56:52","guid":{"rendered":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7837"},"modified":"2023-07-14T22:56:57","modified_gmt":"2023-07-14T22:56:57","slug":"motorista-devera-ser-readmitido-em-plataforma-de-transporte-via-aplicativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7837","title":{"rendered":"Motorista dever\u00e1 ser readmitido em plataforma de transporte via aplicativo"},"content":{"rendered":"\n<p>A 11\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) manteve senten\u00e7a da Comarca de Uberaba, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, que obrigou uma empresa de transporte via aplicativo a recadastrar um colaborador. Al\u00e9m disso, a plataforma ter\u00e1 que indenizar o motorista em R$ 10 mil, por danos morais, por t\u00ea-lo exclu\u00eddo sem qualquer raz\u00e3o e aviso pr\u00e9vio.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte | TJMG<\/p>\n\n\n\n<p>O motorista ingressou nos quadros da companhia em mar\u00e7o de 2021, quando residia em S\u00e3o Paulo, com o objetivo de auxiliar o sustento dos pais. Em agosto do mesmo ano, ele se mudou para Uberaba e tentou transferir o cadastro, mas n\u00e3o conseguiu resposta da empresa, que o excluiu sumariamente sem qualquer justificativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o profissional, as tratativas foram feitas por meio do chat do aplicativo e, apesar de ser fornecido um n\u00famero 0800 para contato, ele nunca conseguiu outra resposta sen\u00e3o que seu caso estava sendo analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>O condutor ressaltou que nunca teve problemas trabalhando neste aplicativo e sempre obteve boas notas dos usu\u00e1rios. Ele sustentou ainda&nbsp;que n\u00e3o foi avisado com anteced\u00eancia do desligamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa se defendeu, com base no princ\u00edpio contratual da autonomia das partes, que significa que a companhia tem o direito de firmar e encerrar contrato com quem bem entender. Portanto, o t\u00e9rmino da parceria com o motorista n\u00e3o configurava ato il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento n\u00e3o foi acolhido pelo juiz Nelzio Antonio Papa Junior, da 1\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Uberaba. De acordo com o magistrado, a empresa n\u00e3o demonstrou, como alegava, que o motorista n\u00e3o passou em um dos seus processos de verifica\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, e essa conduta teve repercuss\u00e3o sobre a esfera moral do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o juiz ponderou que o contrato prev\u00ea que, em casos do tipo, o profissional parceiro deve ser notificado com sete&nbsp;dias de anteced\u00eancia. A despeito da liberdade contratual, a companhia n\u00e3o cumpriu cl\u00e1usula contratual do pr\u00f3prio regulamento, raz\u00e3o pela qual deveria reabilitar o motorista em sua plataforma digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da senten\u00e7a, a empresa recorreu. O relator, desembargador Estev\u00e3o Lucchesi, manteve a decis\u00e3o. O magistrado explicou que o princ\u00edpio da autonomia das partes, que rege o contrato, n\u00e3o pode se sobrepor aos demais, dentre eles o da boa-f\u00e9 objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado observou que \u201co princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva estabelece um padr\u00e3o objetivo de conduta a ser seguido pelos contratantes, inserindo nas rela\u00e7\u00f5es contratuais um componente \u00e9tico, caracterizado pela exig\u00eancia de um comportamento probo, leal e verdadeiro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 11\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) manteve senten\u00e7a da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7838,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7837","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7837"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7837\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7839,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7837\/revisions\/7839"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}