{"id":7256,"date":"2023-06-11T00:02:45","date_gmt":"2023-06-11T00:02:45","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7256"},"modified":"2023-06-11T00:02:48","modified_gmt":"2023-06-11T00:02:48","slug":"como-o-hpv-pode-levar-ao-cancer-de-colo-de-utero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7256","title":{"rendered":"Como o HPV pode levar ao c\u00e2ncer de colo de \u00fatero"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cada ano, mais de 500 mil mulheres s\u00e3o diagnosticadas com c\u00e2ncer de colo uterino no mundo. Cerca de 300 mil \u00f3bitos ao ano s\u00e3o atribu\u00eddos a essa doen\u00e7a, o que configura um desafio na sa\u00fade mundial, apesar de se tratar de uma doen\u00e7a preven\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | minhavida<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aproximadamente 90% dos casos ocorrem em pa\u00edses pobres ou emergentes, sobretudo por estrat\u00e9gias de implementa\u00e7\u00e3o vacinal e programas de rastreio populacional inadequados. A mortalidade nesses pa\u00edses \u00e9 cerca de 18 vezes maior que em pa\u00edses desenvolvidos. No Brasil, a taxa de mortalidade ajustada para a popula\u00e7\u00e3o mundial de 4,70 \u00f3bitos para cada 100 mil mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infec\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica por subtipos de alto risco do papiloma v\u00edrus humano (<a href=\"https:\/\/www.minhavida.com.br\/saude\/temas\/hpv\">HPV<\/a>) continua sendo a causa principal de c\u00e2ncer de colo uterino e uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para seu desenvolvimento. A preval\u00eancia desta infec\u00e7\u00e3o viral na Am\u00e9rica Latina \u00e9 2 vezes maior se comparado com a m\u00e9dia mundial. Isso \u00e9 associado a 68.220 novos casos de c\u00e2ncer de colo de \u00fatero ao ano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">V\u00edrus HPV: como \u00e9 transmitido<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das pessoas sexualmente ativas ter\u00e1 contato com o v\u00edrus HPV em algum momento de sua vida e, apesar da infec\u00e7\u00e3o do trato genital pelo HPV ser comum, o desenvolvimento do c\u00e2ncer cervical ocorrer\u00e1 em uma pequena propor\u00e7\u00e3o de mulheres infectadas. Isso porque a maioria destas infec\u00e7\u00f5es apresentam car\u00e1ter transit\u00f3rio, em que h\u00e1 clareamento do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o os casos de infec\u00e7\u00e3o persistente por tipos oncog\u00eanicos de HPV que levam a mulher a um maior risco de desenvolver les\u00f5es precursoras ou c\u00e2ncer de colo uterino. Em m\u00e9dia, o tempo decorrido entre persist\u00eancia da infec\u00e7\u00e3o pelo HPV at\u00e9 les\u00e3o de alto grau cervical e o c\u00e2ncer em si \u00e9 de 15 anos. No entanto, per\u00edodos mais curtos t\u00eam acontecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 identificado cerca de 40 subtipos de HPV de mucosa genital. Aproximadamente 15 deles s\u00e3o classificados como oncog\u00eanicos. Os subtipos de HPV 16 e 18 s\u00e3o os subtipos relacionados a mais de 70% casos de c\u00e2ncer de colo uterino.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como o v\u00edrus HPV pode levar ao c\u00e2ncer<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo de oncog\u00eanese do HPV consiste em algumas etapas principais: infec\u00e7\u00e3o pelo HPV de alto risco oncog\u00eanico, acesso do v\u00edrus ao epit\u00e9lio metapl\u00e1sico na zona de transforma\u00e7\u00e3o do colo uterino, persist\u00eancia da infec\u00e7\u00e3o com integra\u00e7\u00e3o do genoma viral ao DNA da c\u00e9lula hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da\u00ed, o v\u00edrus passa a expressar suas prote\u00ednas relacionadas ao c\u00e2ncer, promovendo a imortaliza\u00e7\u00e3o celular. Como conseq\u00fc\u00eancia, a depender da condi\u00e7\u00e3o de cada indiv\u00edduo, ocorrer\u00e1 o aparecimento das les\u00f5es precursoras ou mesmo o c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV representa a melhor forma de preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Ela resulta numa resposta imune 10 vezes mais eficiente que a viral e est\u00e1 dispon\u00edvel contra os seguintes subtipos: vacina bivalente contra HPV 16 e 18; vacina quadrivalente contra HPV 6,11,16 e 18; e a vacina nonavalente que inclui mais 5 subtipos oncog\u00eanicos os 31, 33, 45, 52 e 58. 8. Todas as vacinas possuem soroconvers\u00e3o pr\u00f3ximas a 100%. A dura\u00e7\u00e3o total do prote\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 incerta, estima-se em aproximadamente 9 anos; por\u00e9m, estudos matem\u00e1ticos indicam alta concentra\u00e7\u00e3o de anticorpos por no m\u00ednimo 20 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV representa a melhor forma de preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Ela resulta numa resposta imune 10 vezes mais eficiente que a viral e est\u00e1 dispon\u00edvel contra os seguintes subtipos: vacina bivalente contra HPV 16 e 18; vacina quadrivalente contra HPV 6,11,16 e 18; e a vacina nonavalente que inclui mais 5 subtipos oncog\u00eanicos os 31, 33, 45, 52 e 58. 8. Todas as vacinas possuem soroconvers\u00e3o pr\u00f3ximas a 100%. A dura\u00e7\u00e3o total do prote\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 incerta, estima-se em aproximadamente 9 anos; por\u00e9m, estudos matem\u00e1ticos indicam alta concentra\u00e7\u00e3o de anticorpos por no m\u00ednimo 20 anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vacina do HPV: a solu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Austr\u00e1lia, o primeiro pa\u00eds a estabelecer um programa de vacina\u00e7\u00e3o em 2007, obteve-se cobertura vacinal de mais de 70% das meninas e meninos em idade entre 12 e 13 anos e com redu\u00e7\u00e3o de 38% de displasia de alto grau cervical em mulheres menores de 18 anos em 3 anos de da implementa\u00e7\u00e3o do protocolo. Em pa\u00edses com cobertura vacinal de no m\u00ednimo 50%, infec\u00e7\u00f5es relacionadas aos HPV 16 e 18 reduziram em quase 70%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em abril de 2009, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) recomendou que a vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV em mulheres deveria ser inclu\u00edda nos programas nacionais de vacina\u00e7\u00e3o como prioridade prioridade de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a vacina\u00e7\u00e3o como parte calend\u00e1rio vacinal fornecido pelo governo iniciou em 2014 e abrange meninas de nove a 13 anos. No ano de 2017 foram inclu\u00eddos os meninos de 12 e 13 anos. O esquema posol\u00f3gico \u00e9 de duas doses, a segunda ap\u00f3s 6 meses da primeira e trata-se de uma vacina segura.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>1. WHO. Cervical c\u00e2ncer. World Health Organization: Geneva, 2018. http:\/\/www.who.int\/c\u00e2ncer\/prevention\/diagnosis-screening\/ cervical-c\u00e2ncer\/en\/ (accessed April 25, 2018).<\/li>\n\n\n\n<li>3. Inca colo de utero<\/li>\n\n\n\n<li>4. Almonte M, Albero G, Molano M, et al. Risk factors for human papillomav\u00edrus exposure and co-factors for cervical c\u00e2ncer in Latin America and the Caribbean. Vaccine. 2008<\/li>\n\n\n\n<li>26(Suppl 11):L16-L36.<\/li>\n\n\n\n<li>5. Bychkovsky BL, Ferreyra ME, Strasser-Weippl K, et al. Cervical c\u00e2ncer control in Latin America: a call to action. c\u00e2ncer. 2016,122:502-514.<\/li>\n\n\n\n<li>6. Uptodate &#8211; Invasive cervical c\u00e2ncer: Epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and diagnosis.<\/li>\n\n\n\n<li>7. Crosbie EJ, Einstein MH, Franceschi S, Kitchener HC. Human papillomav\u00edrus and cervical c\u00e2ncer. Lancet 2013, 382: 889?99.<\/li>\n\n\n\n<li>8. Schiffman M, Castle PE, Jeronimo J, et al. Human papillomav\u00edrus and cervical c\u00e2ncer. Lancet 2007, 370:890.<\/li>\n\n\n\n<li>9. Lancet 2019. Cervical c\u00e2ncer Paul A Cohen, Anjua Jhingran, Ana Oaknin, Lynette Denny, FIS, FUTURE II Study Group. Quadrivalent vaccine against human papillomav\u00edrus to prevent high-grade cervical lesions. N Engl J Med. 2007, 356:1915-1927.<\/li>\n\n\n\n<li>11. Hall MT, Simms KT, Lew JB, Smith MA, Saville M, Canfell K. Projected future impact of HPV vaccination and primary HPV screening on cervical c\u00e2ncer rates from 2017?2035: example from Australia. PLoS One 2018, 13: e0185332<\/li>\n\n\n\n<li>12. Brotherton JML, Fridman M, May CL, Chappell G, Saville AM, Gertig DM. Early effect of the HPV vaccination programme on cervical abnormalities in Victoria, Australia: an ecological study. Lancet 2011, 377: 2085?92<\/li>\n\n\n\n<li>13. Drolet M, B\u00e9nard \u00c9, Boily M-C, et al. Population-level impact and herd effects following human papillomav\u00edrus vaccination programmes: a systematic review and meta-analysis.Lancet Infect Dis 2015, 15: 565?80.<\/li>\n\n\n\n<li>14. Angelica. 2019 Educational Book Asco.<\/li>\n\n\n\n<li>15. Cibula D, Potter R, Planchamp F, et al. The European Society of Gynaecological Oncology\/European Society for Radiotherapy and Oncology\/European Society of Pathology guidelines for the management of patients with cervical c\u00e2ncer. Virchows Arch 2018, 472: 919?36.<\/li>\n\n\n\n<li>6. Crosbie EJ, Einstein MH, Franceschi S, Kitchener HC. Human papillomav\u00edrus and cervical c\u00e2ncer. Lancet 2013, 382: 889?99.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Texto da Dra. Michelle Samora, com a colabora\u00e7\u00e3o da Dra. Marcela Bonalumi, ambas oncologistas do Grupo Oncocl\u00ednicas.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada ano, mais de 500 mil mulheres s\u00e3o diagnosticadas com c\u00e2ncer de colo uterino&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7257,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-7256","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7256","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7256"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7256\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7258,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7256\/revisions\/7258"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7257"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7256"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7256"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7256"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}