{"id":7181,"date":"2022-05-20T10:33:03","date_gmt":"2022-05-20T10:33:03","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7181"},"modified":"2022-05-20T10:33:05","modified_gmt":"2022-05-20T10:33:05","slug":"pesquisa-pronta-destaca-limitacoes-ao-direito-de-propriedade-e-criterios-para-majorante-em-crime-tributario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7181","title":{"rendered":"Pesquisa Pronta destaca limita\u00e7\u00f5es ao direito de propriedade e crit\u00e9rios para majorante em crime tribut\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A p\u00e1gina da\u00a0<a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/pesquisa_pronta\/tabs.jsp\"><strong>Pesquisa Pronta<\/strong><\/a>\u00a0divulgou sete entendimentos do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Produzida pela Secretaria de Jurisprud\u00eancia, a nova edi\u00e7\u00e3o aborda, entre outros assuntos, as limita\u00e7\u00f5es ao direito de propriedade devido a restri\u00e7\u00f5es impostas por normas ambientais e os crit\u00e9rios para a ado\u00e7\u00e3o da majorante do artigo 12, inciso I, da Lei 8.137\/1990, em crimes contra a ordem tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | STJ<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O servi\u00e7o tem o objetivo de divulgar as teses jur\u00eddicas do STJ mediante consulta, em tempo real, sobre determinados temas, organizados de acordo com o ramo do direito ou em categorias predefinidas (assuntos recentes, casos not\u00f3rios e teses de recursos repetitivos).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito administrativo \u2013 Limita\u00e7\u00f5es ao direito de propriedade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direito de propriedade. Restri\u00e7\u00f5es impostas por normas ambientais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Segundo a jurisprud\u00eancia dominante desta Corte, &#8216;n\u00e3o h\u00e1 desapropria\u00e7\u00e3o indireta sem que haja o efetivo apossamento da propriedade pelo Poder P\u00fablico. Desse modo, as restri\u00e7\u00f5es ao direito de propriedade, impostas por normas ambientais, ainda que esvaziem o conte\u00fado econ\u00f4mico, n\u00e3o se constituem desapropria\u00e7\u00e3o indireta. O que ocorre com a edi\u00e7\u00e3o de leis ambientais que restringem o uso da propriedade \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o administrativa, cujos preju\u00edzos causados devem ser indenizados por meio de a\u00e7\u00e3o de direito pessoal, e n\u00e3o de direito real, como \u00e9 o caso da a\u00e7\u00e3o em face de desapropria\u00e7\u00e3o indireta&#8217; (STJ, AgRg nos EDcl no&nbsp;AREsp&nbsp;457.837\/MG, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe de 22\/05\/2014).&#8221; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda segundo o entendimento pac\u00edfico desta Corte, &#8216;a) as restri\u00e7\u00f5es ao direito de propriedade, impostas por normas ambientais, ainda que esvaziem o conte\u00fado econ\u00f4mico, n\u00e3o configuram desapropria\u00e7\u00e3o indireta, a qual s\u00f3 ocorre quando existe o efetivo apossamento da propriedade pelo Poder P\u00fablico; b) o prazo prescricional para exercer a pretens\u00e3o de ser indenizado por limita\u00e7\u00f5es administrativas \u00e9 quinquenal, nos termos do art. 10 do Decreto-Lei 3.365\/1941, disposi\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia espec\u00edfica da mat\u00e9ria&#8217; (STJ,&nbsp;REsp&nbsp;1.784.226\/RJ, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 12\/03\/2019). Em igual sentido: STJ,&nbsp;AREsp&nbsp;1.252.863\/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 16\/04\/2018;&nbsp;REsp&nbsp;1.524.056\/ES, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 13\/03\/2018.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgInt no&nbsp;AREsp&nbsp;1.041.533\/SP, Rel. Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, julgado em 22\/02\/2022, DJe 03\/03\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito penal \u2013 Crimes contra a ordem tribut\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dosimetria da pena. Crit\u00e9rio para ado\u00e7\u00e3o da majorante do artigo 12, inciso I, da Lei 8.137\/1990.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A causa de aumento de pena do grave dano \u00e0 coletividade &#8216;restringe-se a situa\u00e7\u00f5es de especialmente relevante dano, valendo, analogamente, adotar-se para tributos federais o crit\u00e9rio j\u00e1 administrativamente aceito na defini\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos priorit\u00e1rios, fixado em R$ 1.000.000,00 (um milh\u00e3o de reais), do art. 14,&nbsp;caput, da Portaria 320\/PGFN&#8217; (REsp&nbsp;n. 1.849.120\/SC, relator Ministro Nefi Cordeiro, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 11\/3\/2020, DJe 25\/3\/2020), considerando-se, ainda, que &#8216;O dano tribut\u00e1rio \u00e9 valorado considerando seu valor atual e integral, incluindo os acr\u00e9scimos legais de juros e multa&#8217; (AgRg no&nbsp;REsp&nbsp;1.849.662\/PR, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 06\/10\/2020, DJe 13\/10\/2020).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgRg no&nbsp;REsp&nbsp;1.872.939\/RS, Rel. Ministro Olindo Menezes (desembargador convocado TRF 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, julgado em 14\/12\/2021, DJe 17\/12\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito processual penal \u2013 Recursos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Agravo&nbsp;regimental.&nbsp;Intima\u00e7\u00e3o&nbsp;para sess\u00e3o de julgamento e pedido de inclus\u00e3o em pauta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nos termos da jurisprud\u00eancia deste Superior Tribunal, &#8216;o julgamento do&nbsp;agravo&nbsp;regimental e dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, na esfera criminal, n\u00e3o admite&nbsp;sustenta\u00e7\u00e3o oral&nbsp;e independe de pr\u00e9via inclus\u00e3o em pauta, uma vez que s\u00e3o levados em mesa para julgamento, nos termos do art. 258 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justi\u00e7a&#8217; (AgRg no AgRg na&nbsp;TP&nbsp;n. 2.642\/RJ, Quinta Turma, Rel. Min. Jorge Mussi, DJe de 31\/08\/2020).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">EDcl no AgRg no&nbsp;AREsp&nbsp;1.991.686\/SP, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (desembargador convocado do TJDFT), Quinta Turma, julgado em 05\/04\/2022, DJe 08\/04\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito administrativo \u2013 Servidor p\u00fablico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Policial militar. Ato de bravura. Promo\u00e7\u00e3o: natureza do ato administrativo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprud\u00eancia desta Corte no sentido de que a concess\u00e3o da promo\u00e7\u00e3o por ato de bravura est\u00e1 adstrita \u00e0 discricionariedade do administrador, estando o ato administrativo submetido exclusivamente \u00e0 conveni\u00eancia e \u00e0 oportunidade da autoridade p\u00fablica, tendo em vista que a valora\u00e7\u00e3o dos atos de bravura n\u00e3o ocorre por meio de elementos meramente objetivos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgInt no&nbsp;RMS&nbsp;65.229\/GO, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, julgado em 29\/03\/2021, DJe 06\/04\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direito processual penal \u2013 Recursos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Admissibilidade recursal. Embargos de diverg\u00eancia em processo criminal. Custas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;De acordo com o entendimento da Corte Especial firmado no julgamento do&nbsp;EARESP&nbsp;n. 1.809.270, n\u00e3o \u00e9 exig\u00edvel o&nbsp;preparo&nbsp;na interposi\u00e7\u00e3o dos embargos de diverg\u00eancia em mat\u00e9ria criminal, por aplica\u00e7\u00e3o da Lei 11.636\/2007, que prev\u00ea a isen\u00e7\u00e3o de custas em processo criminal em sentido amplo, o que enseja a aprecia\u00e7\u00e3o do recurso manejado pela parte.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgRg nos&nbsp;EAREsp&nbsp;1.685.253\/PE, Rel. Ministro Olindo Menezes (desembargador convocado TRF 1\u00aa Regi\u00e3o), Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 24\/11\/2021, DJe 29\/11\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito processual civil \u2013 Recursos e outros meios de impugna\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Recurso especial. Subsist\u00eancia de fundamento inatacado capaz de manter a conclus\u00e3o do&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;impugnado. S\u00famula 283\/STF.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Dessume-se que, n\u00e3o obstante as raz\u00f5es explicitadas pela inst\u00e2ncia a quo, ao interpor o recurso a parte recorrente n\u00e3o impugnou, suficientemente, os fundamentos acima destacados. [&#8230;] Assim, n\u00e3o observou a parte recorrente as diretrizes fixadas pelo princ\u00edpio da dialeticidade, entre as quais a pertin\u00eancia tem\u00e1tica entre as raz\u00f5es de decidir e os fundamentos fornecidos pelo recurso para justificar o pedido de reforma ou de nulidade do julgado. [&#8230;] Logo, n\u00e3o tendo sido os argumentos atacados pela parte recorrente, os quais s\u00e3o aptos, por si s\u00f3s, para manter o decisum combatido, aplicam-se na esp\u00e9cie, por analogia, os \u00f3bices das S\u00famulas 284 e 283 do STF, ante a defici\u00eancia na motiva\u00e7\u00e3o e a aus\u00eancia de impugna\u00e7\u00e3o de fundamento aut\u00f4nomo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgInt no&nbsp;AREsp&nbsp;1.916.297\/PE, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 21\/03\/2022, DJe 25\/03\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito processual civil \u2013 Recursos e outros meios de impugna\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Admissibilidade do&nbsp;recurso especial. Reflexo da decis\u00e3o de admiss\u00e3o na inst\u00e2ncia inferior no ju\u00edzo de admissibilidade realizado no STJ.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O ju\u00edzo de admissibilidade do&nbsp;recurso especial&nbsp;\u00e9 bif\u00e1sico. A decis\u00e3o proferida pelo Tribunal local, bem como a certid\u00e3o expendida na origem n\u00e3o vincula o Superior Tribunal de Justi\u00e7a na aferi\u00e7\u00e3o dos pressupostos de admissibilidade do apelo nobre. Isso porque compete a esta Corte, \u00f3rg\u00e3o destinat\u00e1rio do&nbsp;recurso especial, o ju\u00edzo definitivo de admissibilidade mediante nova an\u00e1lise dos pressupostos recursais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgInt no&nbsp;AREsp&nbsp;2.017.110\/ES, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 21\/03\/2022, DJe 24\/03\/2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A p\u00e1gina da\u00a0Pesquisa Pronta\u00a0divulgou sete entendimentos do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). 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