{"id":7082,"date":"2022-02-23T11:15:02","date_gmt":"2022-02-23T11:15:02","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7082"},"modified":"2022-02-23T11:15:05","modified_gmt":"2022-02-23T11:15:05","slug":"pai-e-condenado-a-pagar-r-30-mil-de-danos-morais-por-abandono-afetivo-da-filha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7082","title":{"rendered":"Pai \u00e9 condenado a pagar R$ 30 mil de danos morais por abandono afetivo da filha."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) determinou que um pai pague indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais de R$ 30 mil \u00e0 sua filha, em raz\u00e3o do rompimento abrupto da rela\u00e7\u00e3o entre os dois quando a garota tinha apenas seis anos de idade. Em raz\u00e3o do abandono afetivo, segundo laudo pericial, a menina sofreu graves consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas e problemas de sa\u00fade eventuais \u2013 como tonturas, enjoos e crises de ansiedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | STJ<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na decis\u00e3o, o colegiado considerou n\u00e3o haver restri\u00e7\u00e3o legal para a aplica\u00e7\u00e3o das regras de responsabilidade civil no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es familiares, tendo em vista que os artigos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art186\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>186<\/strong><\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art927\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>927<\/strong><\/a>&nbsp;do C\u00f3digo Civil tratam do tema de forma ampla e irrestrita.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O recorrido ignorou uma conhecida m\u00e1xima: existem as figuras do ex-marido e do ex-convivente, mas n\u00e3o existem as figuras do ex-pai e do ex-filho&#8221;, afirmou a relatora do recurso da filha, ministra Nancy Andrighi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pela garota, representada por sua m\u00e3e, quando ela tinha 14 anos. Segundo afirmado na a\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o com o pai durou at\u00e9 a ruptura da uni\u00e3o est\u00e1vel entre ele e a m\u00e3e, quando o genitor deixou o lar e abdicou de participar de sua educa\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o e de seu desenvolvimento. Por causa dessa situa\u00e7\u00e3o, a garota precisou recorrer a tratamento psicol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em primeira inst\u00e2ncia, o ju\u00edzo fixou indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais de R$ 3 mil, mas, em segundo grau, a a\u00e7\u00e3o foi julgada improcedente. Para o tribunal, n\u00e3o haveria como quantificar a dor decorrente da falta de amor ou cuidado no \u00e2mbito da rela\u00e7\u00e3o parental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a corte local, a fixa\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, al\u00e9m de n\u00e3o alcan\u00e7ar a finalidade compensat\u00f3ria, n\u00e3o cumpriria a fun\u00e7\u00e3o punitiva-pedag\u00f3gica, tampouco servindo para encerrar o sofrimento ou para reconstruir a rela\u00e7\u00e3o entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Abandono afetivo possui fundamento jur\u00eddico pr\u00f3prio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ministra Nancy Andrighi apontou que a repara\u00e7\u00e3o de danos em virtude do abandono afetivo tem fundamento jur\u00eddico pr\u00f3prio, bem como causa espec\u00edfica e aut\u00f4noma, que n\u00e3o se confundem com as situa\u00e7\u00f5es de presta\u00e7\u00e3o de alimentos ou perda do poder familiar, relacionadas ao dever jur\u00eddico de exercer a parentalidade responsavelmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a magistrada, se a parentalidade \u00e9 exercida de maneira irrespons\u00e1vel, negligente ou nociva aos interesses dos filhos, e se dessas a\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es decorrem traumas ou preju\u00edzos comprovados, n\u00e3o h\u00e1 impedimento para que os pais sejam condenados a reparar os danos experimentados pelos filhos, uma vez que esses abalos morais podem ser quantificados como qualquer outra esp\u00e9cie de repara\u00e7\u00e3o moral indeniz\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sofrimento grave da jovem com a aus\u00eancia do pai<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso dos autos, Nancy Andrighi ressaltou que o pai rompeu a rela\u00e7\u00e3o com a filha de maneira absolutamente abrupta, quando a crian\u00e7a tinha apenas seis anos. Al\u00e9m disso, a magistrada destacou que a correla\u00e7\u00e3o entre o fato danoso e as a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es do pai foi atestada em laudo pericial conclusivo, o qual confirmou a rela\u00e7\u00e3o entre o sofrimento da jovem e a aus\u00eancia paterna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sublinhe-se que sequer se trata de hip\u00f3tese de dano presumido, mas, ao rev\u00e9s, de dano psicol\u00f3gico concreto e realmente experimentado pela recorrente, que, exclusivamente em raz\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es do recorrido, desenvolveu um trauma ps\u00edquico, inclusive com repercuss\u00f5es f\u00edsicas, que evidentemente modificou a sua personalidade e, por consequ\u00eancia, a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida&#8221;, concluiu a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O n\u00famero deste processo n\u00e3o \u00e9 divulgado em raz\u00e3o de segredo judicial<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) determinou que um pai pague indeniza\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":397,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7082","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7082","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7082"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7083,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7082\/revisions\/7083"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}