{"id":7073,"date":"2022-02-19T22:04:33","date_gmt":"2022-02-19T22:04:33","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7073"},"modified":"2022-02-19T22:04:36","modified_gmt":"2022-02-19T22:04:36","slug":"cabe-ao-fornecedor-comprovar-inexistencia-de-defeito-em-acao-de-consumo-afirma-terceira-turma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=7073","title":{"rendered":"Cabe ao fornecedor comprovar inexist\u00eancia de defeito em a\u00e7\u00e3o de consumo, afirma Terceira Turma."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas a\u00e7\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o originadas de rela\u00e7\u00f5es de consumo, n\u00e3o \u00e9 do consumidor o \u00f4nus de provar o defeito do produto, bastando que demonstre a rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre o produto e o dano \u2013 o que faz presumir a exist\u00eancia do defeito. Por outro lado, na tentativa de se eximir da obriga\u00e7\u00e3o de indenizar, \u00e9 o fornecedor quem precisa comprovar, de forma cabal, a inexist\u00eancia do defeito ou alguma outra excludente de responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | STJ<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com esse entendimento, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reformou ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) que julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o ajuizada pelo dono de um ve\u00edculo incendiado, sob o fundamento de que o consumidor n\u00e3o comprovou a exist\u00eancia de defeito de fabrica\u00e7\u00e3o que pudesse ter causado o sinistro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso, explicou que, nos termos do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8078.htm#art12\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>artigo 12 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC)<\/strong><\/a>, o fornecedor responde, independentemente de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos do produto. &#8220;O defeito, portanto, se apresenta como pressuposto especial \u00e0 responsabilidade civil do fornecedor pelo acidente de consumo&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"requisitos-para-a-definicao-de-responsabilidade-do-fornecedor\">Requisitos para a defini\u00e7\u00e3o de responsabilidade do fornecedor<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a relatora, o defeito deve ser analisado em conjunto com os demais pressupostos da responsabilidade civil objetiva: a conduta \u2013 que, no CDC, equivale \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o do produto no mercado ou \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na cadeia de consumo; o nexo de causalidade entre o dano gerado ao consumidor e a conduta de oferecimento do produto no mercado; e o dano efetivamente sofrido pelo consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, a ministra destacou que o pr\u00f3prio artigo 12 do CDC elenca expressamente, em seu&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8078.htm#art12%C2%A73\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>par\u00e1grafo 3\u00ba<\/strong><\/a>, as excludentes de responsabilidade pelo fato do produto: n\u00e3o ter colocado o produto no mercado, n\u00e3o existir o defeito, ou haver culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. &#8220;O \u00f4nus da prova, nessa seara, \u00e9 do fornecedor do produto. Para se exonerar da responsabilidade, a ele compete provar, cabalmente, alguma das hip\u00f3teses previstas no artigo 12, par\u00e1grafo 3\u00ba, do CDC&#8221;, esclareceu a ministra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"consumidor-apontou-nexo-causal-fornecedor-nao-o-afastou\">Consumidor apontou nexo causal; fornecedor n\u00e3o o afastou<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso dos autos, a relatora ressaltou que o consumidor cumpriu a exig\u00eancia de prova do CDC ao demonstrar que o acidente de consumo derivou do produto, uma vez que o ve\u00edculo pegou fogo. Segundo a magistrada, embora a per\u00edcia n\u00e3o tenha identificado a causa do inc\u00eandio, a inexist\u00eancia de defeito no ve\u00edculo deveria ser comprovada pelas r\u00e9s \u2013 a fabricante e a concession\u00e1ria \u2013, que, n\u00e3o o fazendo, n\u00e3o se eximem da responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em consequ\u00eancia, e principalmente para fins de averigua\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o dos danos experimentados pelos recorrentes, dever\u00e1 ser realizado um novo julgamento pelo tribunal de origem, observada a distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova ora definida&#8221;, concluiu a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=136937184&amp;registro_numero=202101101984&amp;peticao_numero=-1&amp;publicacao_data=20211008&amp;formato=PDF\" target=\"_blank\"><strong>Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 1.955.890<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta not\u00edcia refere-se ao(s)&nbsp;processo(s):<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201955890\" class=\"\">REsp 1955890<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas a\u00e7\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o originadas de rela\u00e7\u00f5es de consumo, n\u00e3o \u00e9 do consumidor o \u00f4nus&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7074,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7073","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7073"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7073\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7075,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7073\/revisions\/7075"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7074"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}