{"id":6773,"date":"2022-01-08T11:08:19","date_gmt":"2022-01-08T11:08:19","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6773"},"modified":"2022-01-08T11:08:23","modified_gmt":"2022-01-08T11:08:23","slug":"pesquisa-pronta-destaca-julgado-sobre-protecao-do-bem-de-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6773","title":{"rendered":"Pesquisa Pronta destaca julgado sobre prote\u00e7\u00e3o do bem de fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A p\u00e1gina da<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/pesquisa_pronta\/tabs.jsp\"><strong>Pesquisa Pronta\u00a0<\/strong><\/a>disponibilizou sete entendimentos do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Produzida pela Secretaria de Jurisprud\u00eancia, a nova edi\u00e7\u00e3o aborda, entre outros assuntos, a prote\u00e7\u00e3o a entidade familiar de devedor e a\u00a0aplica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do limite previsto em lei \u00e0s empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | STJ<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O servi\u00e7o possui o objetivo de divulgar os entendimentos jur\u00eddicos do STJ por meio da consulta, em tempo real, sobre determinados temas, organizados de acordo com o ramo do direito ou em categorias predefinidas (assuntos recentes, casos not\u00f3rios e teses de recursos repetitivos).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito civil \u2013 Bem de fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Impenhorabilidade. Bem de fam\u00edlia oferecido como cau\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Artigo 3\u00ba, III, da Lei n. 8.009\/1990.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O escopo da Lei n. 8.009\/1990 n\u00e3o \u00e9 proteger o devedor contra suas d\u00edvidas, mas sim a entidade familiar no seu conceito mais amplo, motivo pelo qual as hip\u00f3teses de exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia, em virtude do seu car\u00e1ter excepcional, devem receber interpreta\u00e7\u00e3o restritiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consoante jurisprud\u00eancia desta Corte, &#8216;em se tratando de cau\u00e7\u00e3o oferecida em contrato de loca\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se aplica a exce\u00e7\u00e3o prevista no artigo 3\u00ba, VII, da Lei 8.009\/1990. Caso o legislador desejasse afastar da regra da impenhorabilidade o im\u00f3vel residencial oferecido em cau\u00e7\u00e3o o teria feito, assim como o fez no caso do im\u00f3vel dado em garantia hipotec\u00e1ria (artigo 3\u00ba, V, da Lei 8.009\/1990)&#8217; (REsp 1.873.594\/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 02\/03\/2021, DJe 04\/03\/2021).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgInt no REsp 1.789.505\/SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 28\/09\/2021, DJe 01\/10\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito civil \u2013 Alimentos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fixa\u00e7\u00e3o de Alimentos. Valores percebidos pelo devedor a t\u00edtulo de participa\u00e7\u00e3o em lucros ou resultados (PLR).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A posi\u00e7\u00e3o perfilhada pelo v. ac\u00f3rd\u00e3o embargado espelha o posicionamento majorit\u00e1rio adotado pela eg. Segunda Se\u00e7\u00e3o que, nos autos do REsp 1.872.706\/SP, definiu que &#8216;(&#8230;) diante da inexist\u00eancia de circunst\u00e2ncias espec\u00edficas ou excepcionais que justifiquem a efetiva necessidade de incorpora\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados aos alimentos prestados \u00e0 ex-c\u00f4njuge, \u00e9 de se concluir que a verba denominada PLR deve ser exclu\u00edda da base de c\u00e1lculo dos alimentos&#8217;.&#8221;<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgInt nos EREsp 1.869.790\/SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 28\/09\/2021, DJe 01\/10\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito processual civil \u2013 Recursos e outros meios de impugna\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Admissibilidade recursal. Recurso Especial pela diverg\u00eancia. Aplica\u00e7\u00e3o do enunciado n. 7, da s\u00famula do STJ, quanto \u00e0 al\u00ednea &#8220;c&#8221;, do inciso III, do artigo 105, da CF\/1988.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o se conhece do recurso pela al\u00ednea c, uma vez que, aplicada a S\u00famula n. 7\/STJ quanto \u00e0 al\u00ednea a, fica prejudicada a diverg\u00eancia jurisprudencial, pois as conclus\u00f5es divergentes decorreriam das circunst\u00e2ncias espec\u00edficas de cada processo, e n\u00e3o do entendimento diverso sobre uma mesma quest\u00e3o legal.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgInt no AREsp 1.636.504\/RS, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 25\/10\/2021, DJe 28\/10\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito empresarial \u2013 Fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Recupera\u00e7\u00e3o judicial. Cr\u00e9dito trabalhista por equipara\u00e7\u00e3o. Limite do artigo 83, I, da Lei n. 11.101\/2005.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui jurisprud\u00eancia firmada no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do limite previsto no artigo 83, I, da Lei n. 11.101\/2005 \u00e0s empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial, pois a forma de pagamento dos cr\u00e9ditos \u00e9 estabelecida consensualmente pelos credores e pela recuperanda no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial 1.1. \u00c9 permitido, portanto, \u00e0 Assembleia Geral de Credores \u2013 AGC, em determinados cr\u00e9ditos e situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, a liberdade de negociar prazos de pagamentos, diretriz, inclusive, que serve de refer\u00eancia \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em se tratando de cr\u00e9dito trabalhista por equipara\u00e7\u00e3o (honor\u00e1rios advocat\u00edcios de alta monta), as Turmas de Direito Privado firmaram o entendimento de que \u00e9 poss\u00edvel, por delibera\u00e7\u00e3o da AGC, a aplica\u00e7\u00e3o do limite previsto no artigo 83, I, da Lei 11.101\/2005 \u00e0s empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial, desde que devida e expressamente previsto pelo plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, instrumento adequado para dispor sobre forma de pagamento das d\u00edvidas da empresa em soerguimento (princ\u00edpio da preserva\u00e7\u00e3o da empresa). Precedentes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REsp 1.812.143\/MT, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 09\/11\/2021, DJe 17\/11\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito civil \u2013 Contratos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Contratos de distribui\u00e7\u00e3o, concess\u00e3o ou representa\u00e7\u00e3o. \u00c2mbito de incid\u00eancia da Lei n. 6.729\/1973 (Lei Ferrari).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Diante&nbsp;&nbsp; da&nbsp;&nbsp; especialidade&nbsp;&nbsp; e&nbsp;&nbsp; particularidade da Lei n. 6.729\/1979, a jurisprud\u00eancia do STJ firmou o entendimento de que \u00e9 incab\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o, por analogia, das disposi\u00e7\u00f5es contidas na Lei Ferrari a outras rela\u00e7\u00f5es de contratos de distribui\u00e7\u00e3o.&#8221;<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REsp 1.714.339\/BA, Rel. Ministro L\u00e1zaro Guimar\u00e3es (Desembargador convocado do TRF 5\u00aa Regi\u00e3o), Quarta Turma, julgado em 19\/06\/2018, DJe 08\/08\/2018.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito penal \u2013 Aplica\u00e7\u00e3o da pena<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Porte ou posse de muni\u00e7\u00e3o. Princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sobre o tema, este Superior Tribunal de Justi\u00e7a se alinhou ao entendimento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal e passou a reconhecer a atipicidade material da conduta, em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de \u00ednfima quantidade de muni\u00e7\u00e3o, aliada \u00e0 aus\u00eancia do artefato capaz de disparar o proj\u00e9til.&#8221;&nbsp;<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgRg no HC 691.728\/SC, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Quinta Turma, julgado em 09\/11\/2021, DJe 17\/11\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito processual penal \u2013 Pris\u00e3o preventiva<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pris\u00e3o preventiva. N\u00e3o observ\u00e2ncia do prazo para revis\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O prazo estabelecido na reda\u00e7\u00e3o do artigo 316, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPP, para revis\u00e3o da cust\u00f3dia cautelar a cada 90 dias, n\u00e3o \u00e9 perempt\u00f3rio, de modo que eventual atraso na execu\u00e7\u00e3o do ato n\u00e3o implica reconhecimento autom\u00e1tico da ilegalidade da pris\u00e3o, tampouco a imediata coloca\u00e7\u00e3o do custodiado cautelar em liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4. A revis\u00e3o de of\u00edcio da necessidade de manuten\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o cautelar a cada 90 dias (artigo 316, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPP) cabe t\u00e3o somente ao \u00f3rg\u00e3o prolator da decis\u00e3o, ou seja, ao juiz ou tribunal que decretou a cust\u00f3dia preventiva.&#8221;<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AgRg no HC 697.019\/MG, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quinta Turma, julgado em 26\/10\/2021, DJe 03\/11\/2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A p\u00e1gina da\u00a0Pesquisa Pronta\u00a0disponibilizou sete entendimentos do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). 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