{"id":6582,"date":"2020-06-02T18:05:58","date_gmt":"2020-06-02T18:05:58","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6582"},"modified":"2020-06-02T18:06:00","modified_gmt":"2020-06-02T18:06:00","slug":"venda-de-imoveis-durante-execucao-afasta-impenhorabilidade-de-bem-de-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6582","title":{"rendered":"Venda de im\u00f3veis durante execu\u00e7\u00e3o afasta impenhorabilidade de bem de fam\u00edlia."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Os im\u00f3veis foram vendidos ap\u00f3s a retirada da penhora sobre eles, a pedido da propriet\u00e1ria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | TST<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Subse\u00e7\u00e3o II Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho manteve a penhora de um im\u00f3vel considerado bem de fam\u00edlia diante da comprova\u00e7\u00e3o de que a devedora havia vendido, no curso da a\u00e7\u00e3o, dois outros im\u00f3veis dos quais a penhora fora retirada. Para a maioria da Subse\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o configurou concord\u00e2ncia t\u00e1cita com a penhora, o que afasta a prote\u00e7\u00e3o ao direito \u00e0 moradia e a consequente impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Jornaleiro<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na a\u00e7\u00e3o original, o propriet\u00e1rio de uma banca de jornais em Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), foi condenado ao pagamento de diversas parcelas a um jornaleiro que teve o v\u00ednculo de emprego reconhecido. Na fase de execu\u00e7\u00e3o, a penhora recaiu inicialmente sobre im\u00f3veis comerciais, mas o jornaleiro requereu que fosse penhorado o apartamento no mesmo bairro, resid\u00eancia da ex-companheira do dono da banca, que o sucedera \u00e0 frente do neg\u00f3cio ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o. Ela, ent\u00e3o, pediu em ju\u00edzo a libera\u00e7\u00e3o da constri\u00e7\u00e3o sobre os im\u00f3veis comerciais, que foram em seguida vendidos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Bem de fam\u00edlia<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s o leil\u00e3o judicial, entretanto, a propriet\u00e1ria pediu a nulidade da arremata\u00e7\u00e3o, com a alega\u00e7\u00e3o de que se tratava de bem de fam\u00edlia. De acordo com o artigo 1\u00ba da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8009.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 8.009\/1990<\/a>, o im\u00f3vel residencial do casal ou da entidade familiar \u00e9 impenhor\u00e1vel e n\u00e3o responde por qualquer tipo de d\u00edvida contra\u00edda pelos c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ren\u00fancia<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ju\u00edzo da 23\u00aa Vara do Trabalho do Rio de Janeiro (RJ) negou o pedido, ap\u00f3s comprovar que, apesar de residir no im\u00f3vel arrematado, a ex-propriet\u00e1ria, ao pedir a libera\u00e7\u00e3o dos outros im\u00f3veis, teria tacitamente renunciado \u00e0 impenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No julgamento da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, ajuizada pela sucessora ap\u00f3s o esgotamento dos recursos na a\u00e7\u00e3o principal, o Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa&nbsp;Regi\u00e3o (RJ) manteve a decis\u00e3o. Segundo o TRT, o acolhimento da pretens\u00e3o exigiria o reexame de fatos e provas, incab\u00edvel nas a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias, em que se discutem apenas quest\u00f5es jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">M\u00e1-f\u00e9<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator do recurso ordin\u00e1rio, ministro Alexandre Agra Belmonte, assinalou que, de acordo com a jurisprud\u00eancia do TST e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), a ren\u00fancia \u00e0 impenhorabilidade s\u00f3 \u00e9 admitida em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, em raz\u00e3o do direito social \u00e0 moradia. \u201cTodavia, a regra legal n\u00e3o pode escudar situa\u00e7\u00f5es de abuso de direito, fraude ou m\u00e1-f\u00e9 do propriet\u00e1rio\u201d, afirmou. \u201cNessas situa\u00e7\u00f5es, a norma protetiva deve ser ultrapassada, de modo que n\u00e3o se tenha como intoc\u00e1vel o bem gravado com a impenhorabilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Comportamento contradit\u00f3rio<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o relator, compete ao Poder Judici\u00e1rio combater \u201ca qualquer custo\u201d a conduta que n\u00e3o se coadune com os princ\u00edpios da boa-f\u00e9 objetiva, da coopera\u00e7\u00e3o no processo e do comportamento \u00e9tico. No caso, al\u00e9m de ter concordado com a penhora do apartamento e vendido os outros dois im\u00f3veis inicialmente penhorados, a autora&nbsp;tamb\u00e9m chegou a levantar o saldo remanescente da arremata\u00e7\u00e3o. Para o relator,&nbsp;ela se comportou de forma contradit\u00f3ria aos pr\u00f3prios argumentos, o que permite afastar a impenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(DA\/CF)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Processo:&nbsp;<a href=\"http:\/\/aplicacao4.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=10517&amp;digitoTst=27&amp;anoTst=2014&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=01&amp;varaTst=0000&amp;submit=Consultar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">RO-10517-27.2014.5.01.0000<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os im\u00f3veis foram vendidos ap\u00f3s a retirada da penhora sobre eles, a pedido da propriet\u00e1ria&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3021,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6582","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6582"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6582\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6583,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6582\/revisions\/6583"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3021"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}