{"id":6423,"date":"2020-05-05T12:04:38","date_gmt":"2020-05-05T12:04:38","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6423"},"modified":"2020-05-05T12:04:40","modified_gmt":"2020-05-05T12:04:40","slug":"empresas-de-telefonia-sao-condenadas-a-indenizar-consumidora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6423","title":{"rendered":"Empresas de telefonia s\u00e3o condenadas a indenizar consumidora."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Educadora teve seu nome negativado de forma indevida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | TJMG<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As empresas Oi m\u00f3vel S\/A e Telemar Norte Leste S\/A ter\u00e3o de compensar o sofrimento causado a uma mulher&nbsp;que teve seu nome negativado por causa de dez inscri\u00e7\u00f5es indevidas no banco de dados de inadimplentes. Ela vai&nbsp;receber indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 8 mil, determinada pela 20\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A educadora infantil relata que seus dados foram enviados para o cadastro restritivo de cr\u00e9dito por solicita\u00e7\u00e3o das empresas Oi e Telemar. Segundo ela, as inscri\u00e7\u00f5es foram realizadas indevidamente, pois n\u00e3o existia rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica entre elas, ou seja, contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mulher alega que ter seu nome inclu\u00eddo no SPC\/Serasa lhe trouxe s\u00e9rios problemas, pois n\u00e3o p\u00f4de exercer seus direitos civis livremente. De acordo com a professora, houve uma a\u00e7\u00e3o il\u00edcita das empresas ao afirmarem que ela possu\u00eda 10 contas telef\u00f4nicas vencidas com um valor total de R$ 1.646,33. Por isso, requereu a antecipa\u00e7\u00e3o de tutela de urg\u00eancia para determinar que os seus dados sejam exclu\u00eddos da lista de inadimplentes e a condena\u00e7\u00e3o das empresas ao pagamento de danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contrapartida, as empresas de telefonia alegaram inexistir conduta il\u00edcita de sua parte, requerendo a improced\u00eancia dos pedidos. Elas apresentaram as contas &nbsp;telef\u00f4nicas sem quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bito como justificativa para a inser\u00e7\u00e3o da autora no cadastro restritivo de credito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Recurso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1\u00aa inst\u00e2ncia, a ju\u00edza Genole Santos de Moura, da 2\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Ribeir\u00e3o das Neves, ordenou em tutela antecipada a retirada do nome da educadora dos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito e fixou indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 14 mil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As empresas recorreram, argumentando que n\u00e3o existia qualquer irregularidade nas cobran\u00e7as,&nbsp;tampouco na negativa\u00e7\u00e3o, uma vez que a mulher utilizou os servi\u00e7os e tem o dever de realizar o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sustentaram ter diversas telas que comprovam a realiza\u00e7\u00e3o de pagamentos pela autora, o que afastaria a ocorr\u00eancia de fraude. Dessa forma, pediram a nulidade da senten\u00e7a, alegando falta de fundamenta\u00e7\u00e3o, ou a redu\u00e7\u00e3o do valor indenizat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o processo, as faturas de contas telef\u00f4nicas apresentadas n\u00e3o foram reconhecidas pela professora. No depoimento, ela apresentou postura firme na nega\u00e7\u00e3o da d\u00edvida. Al\u00e9m disso, o endere\u00e7o que consta no suposto contrato assinado entre as partes \u00e9 divergente do local onde a educadora mora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Decis\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o relator, desembargador Manoel dos Reis Morais, n\u00e3o ficou comprovada a regularidade da contrata\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de telefonia. Neste caso, considerou que existiu ato il\u00edcito das empresas ao inserirem os dados da educadora em cadastro restritivo e que, portanto, \u00e9 necess\u00e1ria a repara\u00e7\u00e3o civil por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu voto, o magistrado manteve a senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia, que condenou as empresas Oi m\u00f3vel e Telemar ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o no valor de R$ 14 mil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o desembargador Fernando Lins divergiu parcialmente do voto do relator. Ele decidiu pela redu\u00e7\u00e3o do valor indenizat\u00f3rio para R$ 8 mil, por considerar que o montante seria suficiente para compensar a educadora pelos transtornos sofridos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os desembargadores Lilian Maciel, Fernando Caldeira Brant e Vicente de Oliveira Silva acompanharam o voto do desembargador Fernando Lins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Consulte a \u00edntegra do&nbsp;<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www5.tjmg.jus.br\/jurisprudencia\/pesquisaNumeroCNJEspelhoAcordao.do?numeroRegistro=1&amp;totalLinhas=1&amp;linhasPorPagina=10&amp;numeroUnico=1.0000.19.135500-7%2F001&amp;pesquisaNumeroCNJ=Pesquisar\" rel=\"noreferrer noopener\">ac\u00f3rd\u00e3o<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www4.tjmg.jus.br\/juridico\/sf\/proc_resultado2.jsp?listaProcessos=10000191355007001\" rel=\"noreferrer noopener\">acompanhe o caso<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educadora teve seu nome negativado de forma indevida. 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