{"id":6386,"date":"2020-04-28T21:22:45","date_gmt":"2020-04-28T21:22:45","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6386"},"modified":"2020-04-28T21:22:47","modified_gmt":"2020-04-28T21:22:47","slug":"por-dividas-80-das-pessoas-estao-mais-tristes-como-lidar-com-isso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6386","title":{"rendered":"Por d\u00edvidas, 80% das pessoas est\u00e3o mais tristes. Como lidar com isso?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O brasileiro n\u00e3o est\u00e1 conseguindo pagar as suas contas e est\u00e1 sofrendo por isso. \u00c9 o que mostra uma pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Servi\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito (SPC) revela que 8 em cada 10 pessoas nesta situa\u00e7\u00e3o sofreram impacto emocional negativo por conta das d\u00edvidas. Hoje, com boa parte da popula\u00e7\u00e3o isolada e confinada por conta do coronav\u00edrus, a tend\u00eancia \u00e9 que este n\u00famero aumente ainda mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | CNN Brasil<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Afinal, o n\u00famero de inadimplentes j\u00e1 \u00e9 grande no Brasil. Um outro levantamento da mesma CNDL\/SPC mostra que o Brasil tem 61 milh\u00f5es de brasileiros negativados. Como esses dados s\u00e3o de janeiro, essa quantia tamb\u00e9m deve ter tido um crescimento consider\u00e1vel gra\u00e7as ao avan\u00e7o da pandemia e o fechamento de lojas e do com\u00e9rcio em geral, que resultou em mais pessoas desempregadas. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o era esse o cen\u00e1rio esperado para 2020. Longe disso. Daniel Sakamoto, gerente de projetos da CNDL, afirma que o mercado de trabalho come\u00e7ou o ano em uma crescente, mas que a COVID-19 mudou tudo. \u201cPor isso resolvemos fazer uma an\u00e1lise diferenciada da inadimpl\u00eancia, com olhar humano, para entender o que as pessoas est\u00e3o sentindo neste momento\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para piorar, como atravessamos uma crise estrutural (que impacta todos os setores da economia), a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 atingida como um todo. Na pesquisa, o sentimento mais comum entre os inadimplentes foi a ansiedade, citada por seis em cada dez entrevistados (63,5%). Estresse e irrita\u00e7\u00e3o (58,3%), tristeza e des\u00e2nimo (56,2%), ang\u00fastia (55,3%) e vergonha (54,2%), tamb\u00e9m foram referenciados pelos trabalhadores entrevistados para a elabora\u00e7\u00e3o do levantamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, 75,2% dos inadimplentes relataram que as d\u00edvidas tiveram impacto direto no seu padr\u00e3o de vida: 39,8% parcialmente e 35,3% totalmente. Isso explica por que seis em cada dez endividados (60,0%) estavam altamente preocupados com a situa\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia em que se encontravam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como lidar com isso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 dif\u00edcil responder a essa pergunta. Afinal, somente a pr\u00f3pria pessoa sabe o quanto estar negativado afeta a pr\u00f3pria vida, assim como fica mais dif\u00edcil fazer planejamentos com tanta press\u00e3o na cabe\u00e7a. Mas h\u00e1 maneiras para amenizar esse desconforto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista ao&nbsp;<strong>CNN Brasil Business<\/strong>, Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista no Brasil, tenta ajudar a lidar com a situa\u00e7\u00e3o. \u201cPrimeiro, precisamos lembrar: a crise n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para mim, n\u00e3o \u00e9 um castigo para mim, n\u00e3o \u00e9 uma coisa que est\u00e1 acontecendo comigo. Se olho \u00e0 minha volta, tem uma multid\u00e3o no mundo inteiro na mesma situa\u00e7\u00e3o\u201d, contemporiza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sakamoto, da CNDL, refor\u00e7a o sentimento e entende que o Brasil n\u00e3o estava pronto para lidar com uma recess\u00e3o desta magnitude. \u201cNingu\u00e9m estava preparado para uma crise desse tamanho por aqui. As pessoas n\u00e3o t\u00eam h\u00e1bito de poupan\u00e7a, falta educa\u00e7\u00e3o financeira. O mesmo pode ser dito sobre as empresas, algumas sem caixa para aguentar 30 dias de queda no faturamento\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o conseguir pagar a d\u00edvida (30,8%) \u00e9 o principal temor dos endividados ouvidos no levantamento, seguido de n\u00e3o poder parcelar novas compras (13,8%), ser considerado desonesto (11%), n\u00e3o conseguir emprego (8,5%) e n\u00e3o poder fazer empr\u00e9stimos (8,2%). A Monja Coen acredita que, num momento como esse, as pessoas precisam deixar o orgulho de lado e buscar atividades, mesmo que simples, para gerar renda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, ela prega cuidado com o \u201cpensamento positivo\u201d, t\u00e3o pregado em situa\u00e7\u00f5es complicadas como a atual. \u201cPode ser um problema. Voc\u00ea ocupa sua mente com uma coisa que ela n\u00e3o est\u00e1 pensando. Cansa, porque estamos passando por uma crise realmente muito grave\u201d, diz. \u201cNeste caso, o medo faz com que voc\u00ea cuide. Mas est\u00e1 na hora de mudar os h\u00e1bitos, inclusive esse h\u00e1bito de ficar nervoso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A verdade \u00e9 que situa\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia \u00e9 capaz at\u00e9 de tirar o sono dos endividados. Por volta de 43% dos entrevistados relataram terem sofrido com ins\u00f4nia ou excesso de vontade de dormir e 32,3% apresentaram modifica\u00e7\u00f5es no apetite, sentindo mais ou menos fome do que de costume.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, quatro em cada dez endividados procuraram se dedicar a atividades que os ajudassem a n\u00e3o pensar nos problemas advindos das contas em aberto, 28,2% aliviaram suas ansiedades em algum v\u00edcio (como cigarro, bebida ou comida) e 24,7% acabaram comprando mais do que de costume \u2013 ou at\u00e9 perdendo o controle do consumo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para retomar as r\u00e9deas da sua vida, a Monja sugere uma t\u00e9cnica de respira\u00e7\u00e3o t\u00edpica do Yoga. \u201cSempre que estamos nervosos, a respira\u00e7\u00e3o fica pulmonar. Coloca a m\u00e3o no abdome e fala: \u2018ser\u00e1 que ele est\u00e1 inchando quando eu inspiro?\u2019 &nbsp;A\u00ed voc\u00ea vai sentindo, o ar vai preenchendo os pulm\u00f5es, a caixa tor\u00e1cica se expande, chega nos alv\u00e9olos pulmonares\u201d, ensina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cD\u00e1 uma pequenina pausa, depois solta devagar, de cima para baixo, e termina com uma contra\u00e7\u00e3o do baixo abdome. Se fizer isso de hora em hora, vai ver que entra no eixo de equil\u00edbrio. E, a partir disso, vamos criar causas e condi\u00e7\u00f5es para que quando essa crise passe, que voc\u00ea tenha atividades que v\u00e3o criar renda, sem causar cont\u00e1gio.\u201c<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apontando para o futuro, Sakamoto tamb\u00e9m acredita que a sociedade ir\u00e1 evoluir ap\u00f3s a pandemia. \u201cAcredito que vamos caminhar para um maior entendimento, perceber que as pessoas s\u00e3o interdependentes. Empresa e trabalhador n\u00e3o podem ter conflitos, precisam estar juntos\u201d, afirma. Ou seja, \u00e9 poss\u00edvel que sa\u00edremos mais forte disso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coen, no entanto, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o otimista. \u201cEu gostaria, essa \u00e9 a minha utopia, que a humanidade tenha o despertar da consci\u00eancia. Precisamos criar uma sociedade mais justa, mais participativa, mais cooperativa. Mas que n\u00f3s humanos esquecemos (das li\u00e7\u00f5es), de fato, esquecemos.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brasileiro n\u00e3o est\u00e1 conseguindo pagar as suas contas e est\u00e1 sofrendo por isso. \u00c9&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-6386","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-saude"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6386","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6386"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6386\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6389,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6386\/revisions\/6389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6386"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6386"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}