{"id":6379,"date":"2020-04-27T13:59:37","date_gmt":"2020-04-27T13:59:37","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6379"},"modified":"2020-04-27T13:59:39","modified_gmt":"2020-04-27T13:59:39","slug":"caso-fortuito-forca-maior-e-os-limites-da-responsabilizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6379","title":{"rendered":"Caso fortuito, for\u00e7a maior e os limites da responsabiliza\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roubo no estacionamento da loja, desabamento do teto do shopping, assalto na fila do\u00a0<em>drive-thru<\/em>, tiroteio envolvendo seguran\u00e7as particulares&#8230; \u00a0Fatos como esses alteram a rotina dos locais em que ocorrem e surpreendem o consumidor, mas nem sempre poder\u00e3o ser enquadrados na categoria de caso fortuito ou de for\u00e7a maior. Para a Justi\u00e7a, a caracteriza\u00e7\u00e3o do evento \u00e9 muito relevante, pois a partir dessa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 que se estabelecem os limites da responsabiliza\u00e7\u00e3o civil das empresas e as poss\u00edveis indeniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | STJ<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art393\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>artigo 393<\/strong><\/a>&nbsp;do C\u00f3digo Civil estabelece que se pode considerar caso fortuito ou for\u00e7a maior&nbsp; uma ocorr\u00eancia de efeitos inevit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seguir, alguns julgados do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) em que os pedidos de indeniza\u00e7\u00e3o foram analisados \u00e0 luz dos argumentos de ocorr\u00eancia de caso fortuito ou for\u00e7a maior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Risco da ativi\u200bdade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o ministro do STJ Luis Felipe Salom\u00e3o, o caso fortuito e a for\u00e7a maior t\u00eam sido entendidos atualmente pela jurisprud\u00eancia como esp\u00e9cies do g\u00eanero fortuito externo, no qual se enquadra a culpa exclusiva de terceiros. Para o ministro, nesse g\u00eanero, o fato tem de ser imprevis\u00edvel e inevit\u00e1vel, estranho \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda de acordo com Salom\u00e3o, o g\u00eanero fortuito interno, &#8220;apesar de tamb\u00e9m ser imprevis\u00edvel e inevit\u00e1vel, relaciona-se aos riscos da atividade, inserindo-se na estrutura do neg\u00f3cio&#8221; (<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1751544&amp;num_registro=201400583712&amp;data=20181109&amp;formato=PDF\"><strong>REsp 1.450.434<\/strong><\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ministro explicou que a doutrina, ao destacar essa distin\u00e7\u00e3o entre o caso fortuito interno e o caso fortuito externo, entende que apenas quando se tratar da segunda hip\u00f3tese (fortuito externo) haver\u00e1 excludente de responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao julgar casos sobre esse tema, a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial do STJ, segundo o ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, firmou-se no sentido de que \u00e9 dever do estabelecimento comercial zelar pela seguran\u00e7a de seu ambiente (<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1716995&amp;num_registro=201701725031&amp;data=20180601&amp;formato=PDF\"><strong>REsp 1.732.398<\/strong><\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso \u2013 acrescentou Bellizze \u2013, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel alegar caso fortuito ou for\u00e7a maior para afastar a responsabilidade civil decorrente de atos violentos praticados no interior de depend\u00eancias comerciais, inclusive no estacionamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ass\u200b\u200balto<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, quando o estacionamento est\u00e1 situado em \u00e1rea aberta, gratuita e de livre acesso, representando mera comodidade para o consumidor, o estabelecimento comercial n\u00e3o pode ser responsabilizado pelos preju\u00edzos decorrentes de assalto \u00e0 m\u00e3o armada ocorrido ali.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ, em tais situa\u00e7\u00f5es, o roubo \u00e9 fato de terceiro que exclui a responsabilidade da empresa, por se tratar de fortuito externo. Com esse entendimento, o colegiado pacificou o tema no tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso analisado no&nbsp;<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1808892&amp;num_registro=201400152273&amp;data=20190502&amp;formato=PDF\"><strong>EREsp 1.431.606<\/strong><\/a>, a moto e os pertences pessoais de um consumidor foram roubados no estacionamento gratuito, aberto e de livre acesso de uma lanchonete. Ele buscou ser indenizado pelo preju\u00edzo, mas o pedido foi rejeitado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a relatora, ministra Isabel Gallotti, como o roubo ocorreu em \u00e1rea aberta, sem controle de acesso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel responsabilizar a lanchonete.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nos casos em que o estacionamento representa mera comodidade, sendo \u00e1rea aberta, gratuita e de livre acesso por todos, o estabelecimento comercial n\u00e3o pode ser responsabilizado por roubo \u00e0 m\u00e3o armada \u2013 fato de terceiro que exclui a responsabilidade, por se tratar de fortuito externo&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Expectativa de seguran\u200b\u200b\u200b\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, a ministra Isabel Gallotti ressaltou que o STJ tem conferido interpreta\u00e7\u00e3o extensiva \u00e0&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/SCON\/sumanot\/toc.jsp?livre=%28sumula%20adj1%20%27130%27%29.sub.\"><strong>S\u00famula 130<\/strong><\/a>, entendendo que estabelecimentos como grandes shoppings centers e hipermercados, ao oferecerem estacionamento \u00e0 clientela \u2013 ainda que gratuito \u2013, respondem pelos danos sofridos pelos consumidores em raz\u00e3o de crimes praticados nesses locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a ministra, nos grandes hipermercados e shoppings, apesar de o estacionamento n\u00e3o ser inerente \u00e0 natureza do servi\u00e7o, a responsabilidade \u00e9 atribu\u00edda a esses estabelecimentos em raz\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o da teoria risco-proveito, pois se valem da leg\u00edtima expectativa de seguran\u00e7a do cliente para obter benef\u00edcios financeiros indiretos decorrentes desse acr\u00e9scimo de conforto aos consumidores, assumindo, assim, o dever de lealdade e seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Furto de c\u200b\u200barteira<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao tratar de outro caso envolvendo a responsabilidade de grandes estabelecimentos comerciais, no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1533525&amp;num_registro=201402623324&amp;data=20160831&amp;formato=PDF\"><strong>AgRg no REsp 1.487.443<\/strong><\/a>, o ministro Moura Ribeiro entendeu que o shopping deve responder civilmente na hip\u00f3tese de furto de carteira ocorrido nas depend\u00eancias de uma de suas lojas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A responsabilidade civil do shopping center no caso de danos causados \u00e0 integridade f\u00edsica dos consumidores ou aos seus bens n\u00e3o pode ser afastada sob a alega\u00e7\u00e3o de caso fortuito ou for\u00e7a maior, pois a presta\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a devida por esse tipo de estabelecimento \u00e9 inerente \u00e0 atividade comercial exercida por ele&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Drive-th\u200bru&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rede de&nbsp;<em>fast-food<\/em>&nbsp;McDonald&#8217;s foi responsabilizada pelos danos sofridos por um consumidor que sofreu assalto \u00e0 m\u00e3o armada no momento em que comprava produtos no&nbsp;<em>drive-thru<\/em>&nbsp;da lanchonete.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator do caso (<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1751544&amp;num_registro=201400583712&amp;data=20181109&amp;formato=PDF\"><strong>REsp 1.450.434<\/strong><\/a>), ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, observou que a falha do servi\u00e7o ficou configurada no processo; assim, n\u00e3o seria razo\u00e1vel afastar a responsabilidade do fornecedor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Salom\u00e3o destacou que o roubo com uso de arma de fogo pode ser considerado fato de terceiro equipar\u00e1vel a for\u00e7a maior, apto a excluir, como regra, o dever de indenizar, por ser evento &#8220;inevit\u00e1vel e irresist\u00edvel, acarretando uma impossibilidade quase absoluta de n\u00e3o ocorr\u00eancia do dano&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, o relator assinalou que, em diversas situa\u00e7\u00f5es, o STJ tem reconhecido a obriga\u00e7\u00e3o de indenizar, a exemplo de delitos no \u00e2mbito das atividades banc\u00e1rias, em estacionamentos pagos ou mesmo em estacionamentos gratuitos de shoppings e hipermercados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele apontou que a rede de lanchonetes, ao disponibilizar o servi\u00e7o de&nbsp;<em>drive-thru<\/em>&nbsp;aos seus clientes, acabou atraindo para si a obriga\u00e7\u00e3o de indeniz\u00e1-los por eventuais danos sofridos, pois assim como ocorre nos assaltos em estacionamentos de grandes estabelecimentos, em troca dos ganhos financeiros indiretos gerados pelo conforto oferecido aos consumidores, o McDonald&#8217;s assumiu o dever de lealdade e seguran\u00e7a impl\u00edcito a qualquer rela\u00e7\u00e3o contratual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao agregar a forma de venda pelo&nbsp;<em>drive-thru<\/em>&nbsp;aos seus servi\u00e7os \u2013 explicou o ministro \u2013, a lanchonete incrementou o risco da atividade, &#8220;notadamente por instigar os consumidores a efetuar o consumo de seus produtos de dentro do ve\u00edculo, em \u00e1rea cont\u00edgua ao estabelecimento, deixando-os, por outro lado, mais expostos e vulner\u00e1veis a intercorr\u00eancias como a dos autos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tenho que o servi\u00e7o disponibilizado foi inadequado e ineficiente, n\u00e3o havendo falar em caso fortuito ou for\u00e7a maior, mas sim fortuito interno, porquanto incidente na prote\u00e7\u00e3o dos riscos esperados da atividade empresarial desenvolvida e na frustra\u00e7\u00e3o da leg\u00edtima expectativa de seguran\u00e7a do consumidor m\u00e9dio, concretizando-se o nexo de imputa\u00e7\u00e3o na frustra\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a a que fora induzido o cliente&#8221;, concluiu o ministro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Temp\u200b\u200bestade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o STJ, chuvas e ventos fortes n\u00e3o s\u00e3o eventos capazes de caracterizar for\u00e7a maior ou caso fortuito para eximir um shopping center da obriga\u00e7\u00e3o de indenizar clientes atingidos pelo desabamento do teto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O entendimento foi firmado pela Terceira Turma ao dar provimento ao recurso de uma consumidora (<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1829046&amp;num_registro=201600736289&amp;data=20190524&amp;formato=PDF\"><strong>REsp 1.764.439<\/strong><\/a>) que pediu o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s ser atingida pelo desabamento, ocorrido durante uma tempestade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em primeira e segunda inst\u00e2ncias, o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o foi negado sob o argumento de que o acidente se deveu a for\u00e7a maior ou caso fortuito \u2013 fortes chuvas e ventania que atingiram S\u00e3o Paulo naquele dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, para a relatora do recurso especial, ministra Nancy Andrighi, a ocorr\u00eancia de chuvas, mesmo fortes, est\u00e1 dentro da margem de previsibilidade em uma cidade como S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Indubitavelmente, um consumidor que est\u00e1 no interior de uma loja, em um shopping center, n\u00e3o imagina que o teto ir\u00e1 desabar sobre si, ainda que haja uma forte tempestade no exterior do empreendimento; afinal, a estrutura do estabelecimento deve \u2013 sempre, em qualquer \u00e9poca do ano \u2013 ser h\u00e1bil a suportar rajadas de vento e fortes chuvas&#8221;, afirmou a relatora, acrescentando que chuvas s\u00e3o mais previs\u00edveis do que um assalto dentro do estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao decidir pela indeniza\u00e7\u00e3o para a consumidora, Nancy Andrighi aplicou ao caso as normas protetivas do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, cujo artigo 14 estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor pelo defeito na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, &#8220;sendo prescind\u00edvel, portanto, a demonstra\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de culpa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tirot\u200b\u200beio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao afastar a caracteriza\u00e7\u00e3o de fortuito externo, a Terceira Turma reconheceu a responsabilidade solid\u00e1ria de quatro empresas em um tiroteio entre seguran\u00e7as particulares e bandidos que deixou uma estudante tetrapl\u00e9gica (<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1716995&amp;num_registro=201701725031&amp;data=20180601&amp;formato=PDF\"><strong>REsp 1.732.398<\/strong><\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso aconteceu em 1998. A v\u00edtima, de apenas 12 anos, voltava da escola quando foi atingida por uma bala perdida. O tiro veio de uma troca de disparos entre seguran\u00e7as particulares contratados pelas empresas do com\u00e9rcio local e criminosos que tentavam assaltar uma joalheria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A causa adequada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do dano n\u00e3o foi o assalto, que poderia ter se desenvolvido sem acarretar nenhum dano a terceiros, mas a deflagra\u00e7\u00e3o do tiroteio em via p\u00fablica pelos prepostos dos r\u00e9us, colocando pessoas comuns em situa\u00e7\u00e3o de grande risco, o que afasta a caracteriza\u00e7\u00e3o de fortuito externo&#8221;, afirmou o relator, ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O valor da indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 estudante foi fixado em R$ 450 mil, a t\u00edtulo de danos morais, e R$ 450 mil pelos danos materiais, al\u00e9m de pens\u00e3o vital\u00edcia de um sal\u00e1rio m\u00ednimo.<br>Destaques de hoje<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta not\u00edcia refere-se ao(s)\u00a0processo(s): <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201450434\">REsp 1450434<\/a><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201732398\"> <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201732398\">REsp 1732398<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=EREsp%201431606\">REsp 1431606<\/a><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201487443\"> <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201487443\">REsp 1487443<\/a><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201764439\"> <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201764439\">REsp 1764439<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roubo no estacionamento da loja, desabamento do teto do shopping, assalto na fila do\u00a0drive-thru, tiroteio&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2090,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-6379","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jurisprudencias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6379"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6380,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6379\/revisions\/6380"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2090"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}