{"id":6170,"date":"2019-08-11T11:57:36","date_gmt":"2019-08-11T11:57:36","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6170"},"modified":"2019-08-11T11:57:37","modified_gmt":"2019-08-11T11:57:37","slug":"pagamento-em-dobro-por-cobranca-indevida-deve-ser-corrigido-desde-ajuizamento-da-acao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=6170","title":{"rendered":"Pagamento em dobro por cobran\u00e7a indevida deve ser corrigido desde ajuizamento da a\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u200bPor unanimidade, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que, quando a parte \u00e9 condenada a pagar em dobro o valor da d\u00edvida que cobrou indevidamente (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art940\" target=\"_blank\"><strong>artigo 940<\/strong><\/a>\u00a0do C\u00f3digo Civil), o termo inicial da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria \u00e9 a data de ajuizamento da a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria, que, na hip\u00f3tese, foi a data em que ocorreu o ato de cobran\u00e7a indevida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte | STJ<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O colegiado reformou, em parte, ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) que fixou como termo inicial para a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria do valor o momento do arbitramento, ou seja, o momento em que foi reconhecido pela Justi\u00e7a o dever de pagar a quantia em dobro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os autos, uma construtora ajuizou a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria para receber de um condom\u00ednio d\u00edvida de R$ 421.913,27. O condom\u00ednio questionou a cobran\u00e7a, argumentando que havia sido desconsiderado montante j\u00e1 pago de R$ 246.349,90, e pediu a condena\u00e7\u00e3o da construtora ao pagamento em dobro do valor cobrado de forma indevida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Obriga\u00e7\u00e3o ine\u200b\u200bxistente<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os embargos monit\u00f3rios do condom\u00ednio foram julgados procedentes para reconhecer a inexist\u00eancia da obriga\u00e7\u00e3o de pagar a quantia perseguida com a a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria. Ap\u00f3s a interposi\u00e7\u00e3o de apela\u00e7\u00e3o por parte do condom\u00ednio, o TJSP determinou que a construtora pagasse a quantia indevidamente cobrada em dobro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Decis\u00e3o interlocut\u00f3ria reconheceu que sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o em dobro deveriam incidir corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No recurso ao STJ, o condom\u00ednio argumentou que a indeniza\u00e7\u00e3o por cobran\u00e7a de d\u00edvida j\u00e1 paga deve ser corrigida e acrescida de juros a partir da data em que ocorreu o ato de cobran\u00e7a indevida. Para o recorrente, reconhecer que os encargos incidiriam somente a partir da data do arbitramento premia o il\u00edcito cometido pela construtora, que durante anos insistiu na cobran\u00e7a da d\u00edvida j\u00e1 paga.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Juros e corr\u200b\u200b\u200be\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a relatora, ministra Nancy Andrighi, como a construtora n\u00e3o tinha possibilidade de satisfazer a obriga\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria enquanto n\u00e3o estivesse fixada a obriga\u00e7\u00e3o pelo tribunal, os juros morat\u00f3rios deveriam ser pagos a partir da data em que ela foi condenada \u00e0 pena prevista no&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406.htm#art940\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>artigo 940<\/strong><\/a>do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, por sua vez, como lembrou a ministra, tem por finalidade a recomposi\u00e7\u00e3o do valor da moeda no tempo. Na hip\u00f3tese analisada, o termo inicial deve remontar \u00e0 data em que se deu o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria, j\u00e1 que o valor cobrado indevidamente \u00e9 que deve submeter-se \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se a recomposi\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria tem por objetivo exatamente a recomposi\u00e7\u00e3o no tempo do valor da moeda em que se expressa determinada obriga\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, deve-se reconhecer que o termo inicial de sua incid\u00eancia deve ser a data em que indevidamente cobrado tal valor \u2013 que deve ser ressarcido em dobro \u2013, ou seja, a data de ajuizamento da a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nancy Andrighi ressaltou que, mesmo que a condena\u00e7\u00e3o s\u00f3 tenha ocorrido posteriormente no tribunal de segunda inst\u00e2ncia, o reconhecimento do pagamento em dobro deve levar em conta, na verdade, o valor indevidamente cobrado pela construtora, pois \u00e9 esse o montante que ser\u00e1 objeto da indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leia o\u00a0<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1837689&amp;num_registro=201602534090&amp;data=20190613&amp;formato=PDF\"><strong>ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta not\u00edcia refere-se ao(s)\u00a0processo(s): <a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201628544\">REsp 1628544<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u200bPor unanimidade, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que, quando a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6171,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6170","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6170"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6170\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6172,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6170\/revisions\/6172"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}