{"id":5131,"date":"2017-11-10T11:27:28","date_gmt":"2017-11-10T11:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=5131"},"modified":"2017-11-10T11:27:28","modified_gmt":"2017-11-10T11:27:28","slug":"empregada-que-trabalhou-sem-registro-na-ctps-tem-reconhecida-rescisao-indireta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=5131","title":{"rendered":"Empregada que trabalhou sem registro na CTPS tem reconhecida rescis\u00e3o indireta"},"content":{"rendered":"<p>Ela trabalhou para a empresa de junho\/2014 a julho\/2015, mas sua CTPS foi registrada apenas at\u00e9 outubro\/2014. Procurou a JT pretendendo o reconhecimento do v\u00ednculo de emprego pelo per\u00edodo sem registro e a rescis\u00e3o indireta do contrato de trabalho. O caso foi analisado pela ju\u00edza Aline de Paula Bonna, em sua atua\u00e7\u00e3o na 3\u00aa Vara do Trabalho de Belo Horizonte, que acolheu os pedidos da trabalhadora. Al\u00e9m de reconhecer o v\u00ednculo de emprego com os r\u00e9us por todo o per\u00edodo alegado, a magistrada ainda concluiu que a aus\u00eancia do registro regular do contrato de trabalho \u00e9 motivo suficiente para a rescis\u00e3o indireta, por configurar falta grave do empregador.<\/p>\n<p>Fonte | CSJT<\/p>\n<p>Em defesa, o r\u00e9us afirmaram que a reclamante trabalhava como dom\u00e9stica na empresa deles, o que causou estranheza \u00e0 magistrada, j\u00e1 que o trabalho dom\u00e9stico, por defini\u00e7\u00e3o legal, \u00e9 aquele que ocorre apenas no \u00e2mbito residencial e familiar. Al\u00e9m disso, apesar de terem afirmado que, no per\u00edodo sem registro, a reclamante lhes prestava servi\u00e7os em car\u00e1ter eventual (sem habitualidade), n\u00e3o trouxeram qualquer prova de suas alega\u00e7\u00f5es, levando a ju\u00edza a concluir pela exist\u00eancia do v\u00ednculo de emprego por todo o per\u00edodo trabalhado pela reclamante, incluindo aquele n\u00e3o registrado na CTPS. \u201cCabia aos reclamados demonstrarem a alegada eventualidade dos servi\u00e7os no per\u00edodo n\u00e3o registrado, j\u00e1 que admitiram a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Mas, desse encargo n\u00e3o se desvencilharam, pois suas testemunhas, frequentando pouco o estabelecimento, n\u00e3o souberam precisar a m\u00e9dia de dias da semana trabalhados pela reclamante. Assim, concluo pela continua\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de emprego de novembro\/14 a julho\/15\u201d , registrou a julgadora na senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o foi s\u00f3. Na vis\u00e3o da magistrada, a informalidade do v\u00ednculo empregat\u00edcio \u00e9 falta grave o bastante para justificar a rescis\u00e3o indireta do contrato de trabalho, a qualquer tempo, uma vez que priva a pessoa dos direitos trabalhistas (art. 483, &#8220;d&#8221;, CLT) e gera extrema inseguran\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o de seus compromissos particulares e familiares.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, os r\u00e9us foram condenados a pagar \u00e0 reclamante os direitos trabalhistas devidos pelo per\u00edodo n\u00e3o registrado (incluindo sal\u00e1rios retidos e f\u00e9rias indenizadas) e, ainda, aqueles decorrentes da rescis\u00e3o indireta do contrato (f\u00e9rias e 13\u00ba proporcionais, aviso pr\u00e9vio indenizado, FGTS com 40%), al\u00e9m das seguintes obriga\u00e7\u00f5es de fazer: retifica\u00e7\u00e3o e baixa na CTPS, entrega do TRCT, das guias do seguro-desemprego e da chave de conectividade social. N\u00e3o houve recurso da decis\u00e3o ao TRT-MG.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/portal.trt3.jus.br\/internet\/imprensa\/noticias-juridicas\/informalidade-do-vinculo-de-emprego-e-suficiente-para-justificar-rescisao-indireta-do-contrato-de-trabalho\" target=\"_blank\">TRT 3<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela trabalhou para a empresa de junho\/2014 a julho\/2015, mas sua CTPS foi registrada apenas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":101,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5131"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5131\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5132,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5131\/revisions\/5132"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}