{"id":4965,"date":"2017-08-10T11:20:14","date_gmt":"2017-08-10T11:20:14","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=4965"},"modified":"2017-08-10T11:20:14","modified_gmt":"2017-08-10T11:20:14","slug":"reconhecido-vinculo-de-emprego-de-pm-que-trabalhou-por-13-anos-como-vigilante-em-banco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=4965","title":{"rendered":"Reconhecido v\u00ednculo de emprego de PM que trabalhou por 13 anos como vigilante em banco"},"content":{"rendered":"<p>A 6\u00aa C\u00e2mara do TRT-15 manteve a decis\u00e3o do Ju\u00edzo da 9\u00aa Vara do Trabalho de Campinas que reconheceu o v\u00ednculo empregat\u00edcio de um policial militar com uma prestadora de servi\u00e7os por ter trabalhado ao longo de 13 anos como vigilante de uma institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Fonte | CSTJ<\/p>\n<div class=\"asset-content\">\n<div class=\"journal-content-article\">\n<p>Segundo se comprovou nos autos, o PM foi contratado em primeiro de julho de 1997, sem a devida anota\u00e7\u00e3o em CTPS, para desempenhar a fun\u00e7\u00e3o de vigilante, e foi demitido em 10 de fevereiro de 2012. Ap\u00f3s a dispensa, o reclamante pediu a condena\u00e7\u00e3o das reclamadas ao pagamento das verbas e tamb\u00e9m o v\u00ednculo de emprego, com anota\u00e7\u00e3o em carteira.<\/p>\n<p>A empresa prestadora de servi\u00e7os negou o v\u00ednculo empregat\u00edcio alegando que na verdade &#8220;houve a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o aut\u00f4nomo&#8221;. Tamb\u00e9m negou que o trabalho do PM como seguran\u00e7a externo tenha se iniciado em 1997, mas sim em 10 de maio de 1999. Segundo defendeu a empresa, &#8220;o v\u00ednculo \u00e9 incab\u00edvel uma vez que o autor \u00e9 servidor estadual, Policial Militar, estando subordinado ao Estado e \u00e0 Corpora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podendo se manter distante desse comando ou dividi-lo com qualquer outro ente&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo a decis\u00e3o de primeiro grau, em conson\u00e2ncia com a S\u00famula 386 do TST, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 qualquer \u00f3bice ao reconhecimento do v\u00ednculo empregat\u00edcio t\u00e3o somente pelo fato de o reclamante ser policial militar, desde que presentes os requisitos do art. 3\u00ba da CLT&#8221;. A decis\u00e3o destacou ainda que a empresa sequer negou documento que demonstra que o policial militar &#8220;foi inclu\u00eddo no seguro de vida objeto do indigitado contrato, em agosto de 1997, o que infirma a alega\u00e7\u00e3o contestat\u00f3ria de que a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ter-se-ia iniciado em 1999&#8221;.<\/p>\n<p>Para o relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Francisco Alberto da Motta Peixoto Giordani, confirmando a decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, ficou &#8220;revelada assim, a exist\u00eancia da presta\u00e7\u00e3o pessoal de servi\u00e7os de forma subordinada e n\u00e3o eventual&#8221; e portanto &#8220;reconhece-se a exist\u00eancia do v\u00ednculo de emprego entre as partes no per\u00edodo de 1\/7\/1997 a 10\/2\/2012, tendo o reclamante exercido a fun\u00e7\u00e3o de vigilante, com sal\u00e1rio de inicial de R$ 650 &#8220;.<\/p>\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o destacou tamb\u00e9m que al\u00e9m dos requisitos estabelecidos nos artigos 2\u00ba e 3\u00ba da CLT, que tratam dos crit\u00e9rios para a caracteriza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de emprego (pessoa f\u00edsica, pessoalidade, n\u00e3o eventualidade dos servi\u00e7os prestados, onerosidade e subordina\u00e7\u00e3o), a empresa &#8220;admitiu a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, sobre o que n\u00e3o mais paira qualquer controv\u00e9rsia, atraindo, ent\u00e3o, para si, consoante os artigos 818 da CLT e 373, II, do CPC, o \u00f4nus de comprovar n\u00e3o se revestir da natureza sustentada pelo obreiro a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica com ele havida&#8221;. Desse \u00f4nus, contudo, a empresa &#8220;n\u00e3o se desincumbiu satisfatoriamente&#8221;, uma vez que o documento apresentado por ela trata de &#8220;CONTRATO PARTICULAR DE PRESTA\u00c7\u00c3O DE SERVI\u00c7O&#8221;, o que &#8220;torna inconteste a exit\u00eancia de pessoalidade, n\u00e3o eventualidade dos servi\u00e7os prestados, onerosidade e subordina\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou o colegiado.<\/p>\n<p>Uma testemunha da empresa tamb\u00e9m afirmou que o reclamante trabalhava para o banco como seguran\u00e7a, com estabelecimento de hor\u00e1rio que deveria ser cumprido e que trabalhava em dias alternados, das 9:30 \u00e0s 16:30 (hor\u00e1rio banc\u00e1rio). A testemunha afirmou ainda que &#8220;a base de c\u00e1lculo do sal\u00e1rio era por dia&#8221; equivalente, em valores atuais, a R$ 134, e o pagamento era mensal. Recebiam 13\u00ba, mas n\u00e3o recebiam f\u00e9rias, e n\u00e3o havia controle de jornada.<\/p>\n<p>Para o colegiado, &#8220;o conjunto probat\u00f3rio \u00e9 apto a persuadir racionalmente este Ju\u00edzo no sentido de entender que a subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica \u00e9 evidente \u00e0s esc\u00e2ncaras, bem como a pessoalidade a n\u00e3o eventualidade, e a onerosidade&#8221;. E por isso &#8220;n\u00e3o se pode chegar a outra conclus\u00e3o sen\u00e3o a da presen\u00e7a dos elementos caracter\u00edsticos da rela\u00e7\u00e3o de emprego, na forma prevista pela legisla\u00e7\u00e3o celetista, cujas normas, pela natureza de ordem p\u00fablica, se sobrep\u00f5em \u00e0 vontade das partes&#8221;.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alega\u00e7\u00e3o da empresa de ser imposs\u00edvel o v\u00ednculo com PM, por ser este servidor estadual, o colegiado afirmou que &#8220;as luzes da quest\u00e3o da moralidade deveriam banhar a quest\u00e3o salarial e a necessidade que levou o trabalhador a se valer de tal expediente, para o seu sustento e de sua fam\u00edlia&#8221;, e acrescentou que &#8220;imoral, na realidade, \u00e9 o sal\u00e1rio pago a esta classe de pessoas que exp\u00f5em a sua vida para proteger a popula\u00e7\u00e3o, sem excluir os que os criticam por adotar tal expediente&#8221;.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara afirmou tamb\u00e9m que &#8220;a exclusividade n\u00e3o constitui requisito para reconhecimento de um v\u00ednculo empregat\u00edcio&#8221; e &#8220;demais condi\u00e7\u00f5es de trabalho, ent\u00e3o descritas pela prova testemunhal, s\u00e3o inerentes \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de policial militar e n\u00e3o impossibilitam, a forma\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de emprego, se achando resolvida at\u00e9 a quest\u00e3o da subordina\u00e7\u00e3o&#8221;. At\u00e9 porque, essas &#8220;condi\u00e7\u00f5es de trabalho presumivelmente foram aceitas pelo empregador, ao assumir o v\u00ednculo com o policial militar, que n\u00e3o p\u00f4de se dedicar \u00e0 empresa como um empregado comum. Mas, nem por isso, automaticamente, estaria afastado o v\u00ednculo&#8221;.<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, o colegiado afirmou que &#8220;considerando que vigora no Direito do Trabalho o Princ\u00edpio da Primazia da Realidade, h\u00e1 elementos suficientes nos autos a se reconhecer que o reclamante, foi, de fato, empregado das reclamadas&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.trt15.jus.br\/-\/sexta-camara-reconhece-vinculo-de-pm-que-trabalhou-por-13-anos-como-vigilante-em-banco?redirect=http%3A%2F%2Fportal.trt15.jus.br%2Fnoticias%3Bjsessionid%3D158F977949A931E1C4DACE4114DF8EED.lr1%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_MuhsdX4pb1cm%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D2\">TRT15<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"asset-metadata\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 6\u00aa C\u00e2mara do TRT-15 manteve a decis\u00e3o do Ju\u00edzo da 9\u00aa Vara do Trabalho&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4966,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4965","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4965"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4965\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4967,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4965\/revisions\/4967"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4966"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}