{"id":4945,"date":"2017-08-08T11:45:17","date_gmt":"2017-08-08T11:45:17","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=4945"},"modified":"2017-08-08T11:45:17","modified_gmt":"2017-08-08T11:45:17","slug":"empregado-nao-tera-de-responder-perguntas-de-empregador-em-audiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=4945","title":{"rendered":"Empregado n\u00e3o ter\u00e1 de responder perguntas de empregador em audi\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>A S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso da Show Room dos Cabeleireiros Ltda., que pretendia a declara\u00e7\u00e3o da nulidade de um processo movido por um balconista pelo indeferimento de perguntas na audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o que, segundo a empresa, comprovariam a inexist\u00eancia de horas extras. No entendimento mantido pela Turma, o ato n\u00e3o representou cerceio do direto de defesa, pois a loja, que tinha o \u00f4nus de comprovar suas alega\u00e7\u00f5es por meio de documentos, deixou de apresent\u00e1-los, mesmo tendo sido notificada para tanto.<\/p>\n<p>Fonte | TST<\/p>\n<p>De acordo com a Show Room, as perguntas que faria ao balconista demonstrariam que ela tinha menos de dez empregados, o que a desobrigaria do controle de jornada. O ju\u00edzo da 38\u00aa Vara do Trabalho do Rio de Janeiro (RJ), por\u00e9m, indeferiu o questionamento, por entender que as provas anexadas aos autos, como comprovantes salariais com o pagamento de horas extras, eram suficientes para comprovar a alega\u00e7\u00e3o do empregado. \u201cSe n\u00e3o havia qualquer registro de controle do hor\u00e1rio de trabalho, como o empregador conseguia calcular o montante de horas extras trabalhadas em determinado m\u00eas?\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (RJ) manteve a senten\u00e7a, destacando que, ao usar o argumento do n\u00famero de trabalhadores, a empresa atraiu para si o \u00f4nus de provar tal fato. No entanto, apresar da determina\u00e7\u00e3o do juiz, n\u00e3o juntou aos autos as folhas de ponto do empregado nem a Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (RAIS).<\/p>\n<p>No recurso ao TST, a loja de cosm\u00e9ticos sustentou que o indeferimento das perguntas lhe causou preju\u00edzo direto, pois ficou impedida de comprovar sua afirma\u00e7\u00e3o e de fazer provas contra as alegadas horas extras. No entanto, o ministro Claudio Mascarenhas Brand\u00e3o, relator, ressaltou que, conforme o previsto no artigo 130 do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L5869.htm\">C\u00f3digo de Processo Civil de 1973<\/a>, vigente \u00e0 \u00e9poca da audi\u00eancia, em 2011, cabe ao juiz, durante a condu\u00e7\u00e3o processual, \u201cindeferir as provas e dilig\u00eancias que julgar in\u00fateis ou meramente protelat\u00f3rias\u201d. Para Brand\u00e3o, a quest\u00e3o probat\u00f3ria foi examinada a contento, ressaltando a in\u00e9rcia da empresa quanto \u00e0 juntada de documentos. \u201cPortanto, a distribui\u00e7\u00e3o do encargo probat\u00f3rio n\u00e3o implica cerceio de defesa\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>Processo:\u00a0<a href=\"http:\/\/aplicacao4.tst.jus.br\/consultaProcessual\/resumoForm.do?consulta=1&amp;numeroInt=176523&amp;anoInt=2013\">RR-129100-61.2008.5.01.0038<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso da Show Room dos Cabeleireiros&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4946,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4945","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4945","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4945"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4945\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4947,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4945\/revisions\/4947"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4946"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4945"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4945"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4945"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}