{"id":4069,"date":"2016-08-09T11:10:31","date_gmt":"2016-08-09T11:10:31","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=4069"},"modified":"2016-08-09T11:10:31","modified_gmt":"2016-08-09T11:10:31","slug":"primeira-turma-determina-pagamento-de-pensao-militar-a-filha-de-criacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=4069","title":{"rendered":"Primeira Turma determina pagamento de pens\u00e3o militar a filha de cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>De forma un\u00e2nime, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) restabeleceu senten\u00e7a que reconheceu direito de recebimento de pens\u00e3o \u00e0 filha afetiva de militar. A Uni\u00e3o alegava aus\u00eancia de previs\u00e3o legal para o pagamento do benef\u00edcio, mas o colegiado entendeu que deveria ser admitido, em favor da filha de cria\u00e7\u00e3o, o mesmo direito previsto para as filhas consangu\u00edneas de militares.<\/p>\n<p>Fonte | STJ<\/p>\n<div id=\"corpoDaNoticiaBox\" class=\"conteudo_texto\">\n<p>De acordo com o processo previdenci\u00e1rio, a autora, auxiliar de servi\u00e7os gerais, era filha de cria\u00e7\u00e3o de um casal cujo esposo, militar, faleceu em 1967. Com o \u00f3bito, o Ex\u00e9rcito autorizou o pagamento de pens\u00e3o \u00e0 vi\u00fava.<\/p>\n<p>A auxiliar alegou que permaneceu em companhia de sua m\u00e3e at\u00e9 1975, quando se casou, mas retornou para a casa dela em 1988, em virtude de separa\u00e7\u00e3o. Dez anos depois, sua m\u00e3e de cria\u00e7\u00e3o faleceu.<\/p>\n<p>Tendo em vista que seus pais de cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o tiveram outros filhos e que a autora permaneceu em companhia da m\u00e3e at\u00e9 o falecimento, ela buscou judicialmente o recebimento de pens\u00e3o militar integral.<\/p>\n<p><strong>Previs\u00e3o legal<\/strong><\/p>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, a senten\u00e7a declarou a auxiliar como filha de seus pais falecidos e, por consequ\u00eancia, condenou a Uni\u00e3o ao pagamento da pens\u00e3o por morte. O juiz apontou que a desconsidera\u00e7\u00e3o dos aspectos materiais e afetivos que envolveram a rela\u00e7\u00e3o entre o casal e sua filha de cria\u00e7\u00e3o equivaleria a negar o tratamento constitucional dado \u00e0 fam\u00edlia, que considera mais a forma\u00e7\u00e3o familiar real do que os v\u00ednculos formais ou de sangue.<\/p>\n<p>Entretanto, em segundo grau, o Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) entendeu que dispositivos legais como a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L6880.htm\">Lei 6.880<\/a> (Estatuto dos Militares) n\u00e3o continham previs\u00e3o acerca da concess\u00e3o de benef\u00edcio militar para filhos de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o TRF1, que julgou improcedentes os pedidos da autora, ela n\u00e3o havia sido expressamente declarada como filha na organiza\u00e7\u00e3o militar e n\u00e3o tinha processo formal de ado\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de n\u00e3o ter comprovado depend\u00eancia financeira do instituidor da pens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em recurso especial, a auxiliar alegou que a decis\u00e3o do TRF1 contrariou dispositivos constantes da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L3765compilado.htm\">Lei 3.765\/60<\/a>, norma vigente \u00e0 \u00e9poca em que ela foi acolhida pelo servidor militar e por sua esposa. Segundo a legisla\u00e7\u00e3o, a pens\u00e3o militar \u00e9 devida aos filhos de qualquer condi\u00e7\u00e3o, exclu\u00eddos os sucessores maiores do sexo masculino que n\u00e3o s\u00e3o interditados ou inv\u00e1lidos.<\/p>\n<p>Ao analisar o caso de forma monocr\u00e1tica, o relator do recurso, ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, entendeu que a Lei 3.765 reconhece, de fato, o direito de recebimento de pens\u00e3o por parte das filhas de qualquer condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSendo assim, tendo em vista que a legisla\u00e7\u00e3o permite a concess\u00e3o de pens\u00e3o por morte \u00e0s filhas em qualquer condi\u00e7\u00e3o, independentemente da rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia com o instituidor, presume-se inserida nesse contexto a filha de cria\u00e7\u00e3o, desde que comprovada essa condi\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o relator ao restabelecer a senten\u00e7a.<\/p>\n<p>No recurso contra a decis\u00e3o do relator, a Uni\u00e3o apresentou os argumentos presentes na decis\u00e3o do TRF1, no sentido de que as categorias de \u201centeadas\u201d ou \u201cfilhas de cria\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas no rol de benefici\u00e1rios da pens\u00e3o militar.<\/p>\n<p>Os argumentos da Uni\u00e3o foram, todavia, rejeitados pela Primeira Turma. Acompanhando o posicionamento do relator, o colegiado entendeu que, em raz\u00e3o do tratamento semelhante aos filhos biol\u00f3gicos, deve ser assegurado o direito pensional decorrente do \u00f3bito de pai afetivo ou por ado\u00e7\u00e3o, \u201csendo desimportante, nesta hip\u00f3tese para a sua defini\u00e7\u00e3o, a aus\u00eancia de previs\u00e3o legal expressa\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"obj_texto_label_processos\"><span class=\"texto\">Esta not\u00edcia refere-se ao(s) <span class=\"destaque\">processo(s):<\/span><\/span> <span class=\"obj_textos_rel_processos\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=AREsp%2071290\" target=\"janela_processos\">AREsp 71290<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De forma un\u00e2nime, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) restabeleceu senten\u00e7a que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3622,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4069","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4069"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4069\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4070,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4069\/revisions\/4070"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}