{"id":3475,"date":"2016-01-07T09:49:24","date_gmt":"2016-01-07T09:49:24","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=3475"},"modified":"2016-01-07T09:49:24","modified_gmt":"2016-01-07T09:49:24","slug":"responsabilidade-civil-do-empregador-danos-morais-e-materiais-causados-ao-empregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=3475","title":{"rendered":"Responsabilidade Civil do empregador. Danos morais e materiais causados ao empregado"},"content":{"rendered":"<h3>Caracteriza\u00e7\u00e3o. Doen\u00e7a Ocupacional. DORT<\/h3>\n<div class=\"post-font\">\n<h4>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.jornaljurid.com.br\/busca\/fonte\/tst\">TST<\/a><\/h4>\n<p>AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECIS\u00c3O PUBLICADA ANTES DA VIG\u00caNCIA DA <a href=\"https:\/\/juridmais.com.br\/justica-do-trabalho--processamento-de-recursos--altera-a-clt-1\" target=\"_blank\">LEI N\u00ba 13.015\/2014<\/a>. RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR. DANOS MORAIS E MATERIAIS CAUSADOS AO EMPREGADO. CARACTERIZA\u00c7\u00c3O. DOEN\u00c7A OCUPACIONAL. DORT. A responsabilidade civil do empregador pela repara\u00e7\u00e3o decorrente de danos morais causados ao empregado pressup\u00f5e a exist\u00eancia de tr\u00eas requisitos, quais sejam: a conduta (culposa, em regra), o dano propriamente dito (viola\u00e7\u00e3o aos atributos da personalidade) e o nexo causal entre esses dois elementos. O primeiro \u00e9 a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o de algu\u00e9m que produz consequ\u00eancias \u00e0s quais o sistema jur\u00eddico reconhece relev\u00e2ncia. \u00c9 certo que esse agir de modo consciente \u00e9 ainda caracterizado por ser contr\u00e1rio ao Direito, da\u00ed falar-se que, em princ\u00edpio, a responsabilidade exige a presen\u00e7a da conduta culposa do agente, o que significa a\u00e7\u00e3o inicialmente de forma il\u00edcita e que se distancia dos padr\u00f5es socialmente adequados, muito embora possa haver o dever de ressarcimento dos danos, mesmo nos casos de conduta l\u00edcita. O segundo elemento \u00e9 o dano que, nas palavras de S\u00e9rgio Cavalieri Filho, consiste na &#8220;[&#8230;] subtra\u00e7\u00e3o ou diminui\u00e7\u00e3o de um bem jur\u00eddico, qualquer que seja a sua natureza, quer se trate de um bem patrimonial, quer se trate de um bem integrante da pr\u00f3pria personalidade da v\u00edtima, como a sua honra, a imagem, a liberdade etc. Em suma, dano \u00e9 les\u00e3o de um bem jur\u00eddico, tanto patrimonial como moral, vindo da\u00ed a conhecida divis\u00e3o do dano em patrimonial e moral&#8221;. Finalmente, o \u00faltimo elemento \u00e9 o nexo causal, a consequ\u00eancia que se afirma existir e a causa que a provocou; \u00e9 o encadeamento dos acontecimentos derivados da a\u00e7\u00e3o humana e os efeitos por ela gerados. No caso, o quadro f\u00e1tico registrado pelo Tribunal Regional revela que a autora desenvolveu a s\u00edndrome do t\u00fanel do carpo, mol\u00e9stia associada ao trabalho, uma vez que as tarefas realizadas demandavam basicamente a utiliza\u00e7\u00e3o dos membros superiores, sendo as causadoras da patologia. Consignou que as limita\u00e7\u00f5es derivadas da doen\u00e7a profissional adquirida, &#8221; al\u00e9m de terem gerado comprometimento patrimonial f\u00edsico da ordem de 20%, conforme atestado no laudo pericial (folha 161), ainda causam inequ\u00edvoco sofrimento \u00edntimo, abalo ps\u00edquico e ofensa \u00e0 imagem que o indiv\u00edduo projeta no grupo social &#8220;. Registrou, ainda, que o laudo pericial atestou a natureza ocupacional da doen\u00e7a, raz\u00e3o pela qual inverteu o \u00f4nus da prova, cabendo \u00e0 reclamada provar a aus\u00eancia de culpa na ocorr\u00eancia do fato danoso, do qual n\u00e3o se desincumbiu. Evidenciada doen\u00e7a ocupacional, correta a decis\u00e3o que atribuiu ao empregador o \u00f4nus de comprovar a ado\u00e7\u00e3o das medidas corretas de sa\u00fade e seguran\u00e7a no trabalho. Deve ser mantido o ac\u00f3rd\u00e3o regional que deferiu a indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral. Agravo de instrumento a que se nega provimento.<\/p>\n<p>DANOS MORAIS. VALOR DA INDENIZA\u00c7\u00c3O. ARBITRAMENTO. PRINC\u00cdPIO DA PROPORCIONALIDADE. Ainda que se busque criar par\u00e2metros norteadores para a conduta do julgador, certo \u00e9 que n\u00e3o se pode elaborar uma tabela de refer\u00eancia para a repara\u00e7\u00e3o do dano moral. A les\u00e3o e a repara\u00e7\u00e3o precisam ser avaliadas caso a caso, a partir de suas peculiaridades. Isso porque, na forma prevista no caput do <a href=\"https:\/\/juridmais.com.br\/codigo-civil-944\" target=\"_blank\">artigo 944<\/a> do C\u00f3digo Civil, &#8220;A indeniza\u00e7\u00e3o mede-se pela extens\u00e3o do dano&#8221; . O que se h\u00e1 de reparar \u00e9 o pr\u00f3prio dano em si e as repercuss\u00f5es dele decorrentes na esfera jur\u00eddica do ofendido. Na hip\u00f3tese dos autos, o Tribunal Regional fixou a indeniza\u00e7\u00e3o em R$12.000,00, com base nos seguintes aspectos: capacidade econ\u00f4mica das reclamadas, posi\u00e7\u00e3o social da reclamante, e o car\u00e1ter pedag\u00f3gico. N\u00e3o obstante tenha reservas pessoais quanto \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios patrimonialistas calcados na condi\u00e7\u00e3o pessoal da v\u00edtima e na capacidade econ\u00f4mica do ofensor para a quantifica\u00e7\u00e3o do dano moral, verifico que, na situa\u00e7\u00e3o em exame, o valor arbitrado pela Corte de origem mostra-se proporcional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria extens\u00e3o do dano, conforme relatado no t\u00f3pico anterior. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e0 repara\u00e7\u00e3o que contemple toda a extens\u00e3o do dano est\u00e1 descrita no par\u00e1grafo \u00fanico do <a href=\"https:\/\/juridmais.com.br\/codigo-civil-944\" target=\"_blank\">artigo 944<\/a>, j\u00e1 referido. Todavia, constitui autoriza\u00e7\u00e3o legislativa para a redu\u00e7\u00e3o equitativa em raz\u00e3o do grau de culpa do ofensor, hip\u00f3tese n\u00e3o constatada no caso em tela. Dessa forma, n\u00e3o se h\u00e1 de falar em afronta \u00e0 literalidade do <a href=\"https:\/\/juridmais.com.br\/codigo-civil-944\" target=\"_blank\">artigo 944 <\/a>do C\u00f3digo Civil. Agravo de instrumento a que se nega provimento.<\/p>\n<p>DANOS MATERIAIS. VALOR DA INDENIZA\u00c7\u00c3O. DECIS\u00c3O GEN\u00c9RICA. IN\u00c9RCIA DA PARTE, QUANTO \u00c0 OPOSI\u00c7\u00c3O DE EMBARGOS DE DECLARA\u00c7\u00c3O. IMPOSSIBILIDADE DE REVIS\u00c3O. O Tribunal Regional n\u00e3o especificou os par\u00e2metros concretos que o levaram a fixar a indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais no valor de R$18.000,00. Diante da omiss\u00e3o da Corte a quo , caberia a oposi\u00e7\u00e3o de embargos de declara\u00e7\u00e3o, a fim de que explicitasse os fundamentos que levaram ao valor arbitrado. Mas a parte n\u00e3o tomou tal provid\u00eancia. Em raz\u00e3o disso, mostra-se invi\u00e1vel o exame da tese recursal, no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 razoabilidade no valor da indeniza\u00e7\u00e3o. Incide o \u00f3bice da S\u00famula n\u00ba 297 do TST. Agravo de instrumento a que se nega provimento.<\/p>\n<p>(TST &#8211; AIRR n\u00ba 271500-33.2009.5.02.0007 &#8211; 7\u00aa Turma &#8211; Rel. Cl\u00e1udio Mascarenhas Brand\u00e3o &#8211; J. 25.11.2015 &#8211; DEJT. 04.12.2015)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caracteriza\u00e7\u00e3o. Doen\u00e7a Ocupacional. 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