{"id":2655,"date":"2015-03-31T18:26:44","date_gmt":"2015-03-31T18:26:44","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=2655"},"modified":"2015-03-31T18:26:44","modified_gmt":"2015-03-31T18:26:44","slug":"banco-devera-indenizar-aposentada-por-emprestimo-inexistente-e-devolver-em-dobro-parcelas-ja-pagas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=2655","title":{"rendered":"Banco dever\u00e1 indenizar aposentada por empr\u00e9stimo inexistente e devolver em dobro parcelas j\u00e1 pagas"},"content":{"rendered":"<h3>A defesa da aposentada, que n\u00e3o \u00e9 alfabetizada, sustentou a ilegalidade da cobran\u00e7a do empr\u00e9stimo ao apontar que a mulher n\u00e3o assinara nem autorizara o contrato<\/h3>\n<p>Fonte | TJTO<\/p>\n<p>Uma aposentada pelo INSS, de 65 anos, dever\u00e1 ser indenizada por danos morais pelo banco Ita\u00fa Consignado S\/A no valor de R$ 8 mil. O banco tamb\u00e9m dever\u00e1 restituir \u00e0 moradora de Tocantin\u00f3polis o valor de R$ 1.519,00. A decis\u00e3o liminar \u00e9 do juiz \u00a0Ari\u00f3stenes Guimar\u00e3es Vieira, do juizado especial de Tocantin\u00f3polis. Ele considerou sem validade um contrato de empr\u00e9stimo firmado em nome da aposentada no valor de R$ 742,42 a ser pago em 58 parcelas mensais de R$ 24,50 cada, das quais 31 h\u00e1 haviam sido descontadas at\u00e9 o in\u00edcio da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A defesa da aposentada, que n\u00e3o \u00e9 alfabetizada, sustentou a ilegalidade da cobran\u00e7a do empr\u00e9stimo ao apontar que a mulher n\u00e3o assinara nem autorizara o contrato. Segundo a defesa, a aposentada s\u00f3 percebeu o problema ap\u00f3s receber um extrato do INSS com os descontos efetuados. A defesa pediu R$ 13.560,00 em danos morais e o pagamento em dobro das parcelas descontadas.<\/p>\n<p>O banco sustentou a legitimidade do contrato por ter sido assinado a rogo (com a digital da autora e a assinatura e documenta\u00e7\u00e3o de outra pessoa alfabetizada com duas testemunhas). Tamb\u00e9m alegou falta de comprova\u00e7\u00e3o de que a aposentada sofreu preju\u00edzos na esfera patrimonial ou moral nem a inclus\u00e3o do nome da aposentada em \u00f3rg\u00e3o de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos e alegou que n\u00e3o houve m\u00e1-f\u00e9 para justificar eventual devolu\u00e7\u00e3o em dobro.<\/p>\n<p>Na liminar, ao concluir pela invalidade do contrato, o magistrado afirmou n\u00e3o ter constatado o nome da pessoa que teria assinado pela aposentada nem o endere\u00e7o das testemunhas que n\u00e3o foram apresentadas para depoimento.<\/p>\n<p>Ao acatar o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, o juiz ressaltou que &#8220;os preju\u00edzos morais adv\u00eam do fato de se tratar de pessoa idosa, aposentada e que teve os seus proventos reduzidos por v\u00e1rios meses ilegalmente, sendo poss\u00edvel da\u00ed presumir que sua leg\u00edtima expectativa de renda foi reduzida pela conduta negligente da institui\u00e7\u00e3o financeira que deixou de tomar as cautelas b\u00e1sicas para a celebra\u00e7\u00e3o de contratos dessa natureza&#8221;.<\/p>\n<p>Por declarar a nulidade do contrato, o magistrado condenou o banco a restituir \u00e0 aposentada o valor de R$ 1.519 (o dobro do d\u00e9bito) a ser atualizado pela infla\u00e7\u00e3o a partir de cada desconto. O valor ser\u00e1 acrescido de juros de mora de 1% ao m\u00eas a partir da cita\u00e7\u00e3o do banco. J\u00e1 o valor da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais dever\u00e1 incidir juros de 1% ao m\u00eas e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, a partir a publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a. Cabe recurso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A defesa da aposentada, que n\u00e3o \u00e9 alfabetizada, sustentou a ilegalidade da cobran\u00e7a do empr\u00e9stimo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2656,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2655","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2655"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2655\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2657,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2655\/revisions\/2657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}