{"id":2451,"date":"2015-01-22T14:49:00","date_gmt":"2015-01-22T14:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=2451"},"modified":"2015-01-22T14:49:00","modified_gmt":"2015-01-22T14:49:00","slug":"empresa-que-nao-possuia-empregados-consegue-restituicao-de-imposto-sindical-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=2451","title":{"rendered":"Empresa que n\u00e3o possu\u00eda empregados consegue restitui\u00e7\u00e3o de imposto sindical de 2012"},"content":{"rendered":"<h3>Conforme o ac\u00f3rd\u00e3o, a empresa conseguiu provar que, naquele ano-exerc\u00edcio, n\u00e3o foi empregadora e, portanto, \u201cn\u00e3o deveria pagar a contribui\u00e7\u00e3o sindical patronal\u201d<\/h3>\n<h4>Fonte\u00a0|\u00a0<a href=\"http:\/\/www.jornaljurid.com.br\/busca\/fonte\/trt-da-15a-regiao\">TRT da 15\u00aa Regi\u00e3o<\/a><\/h4>\n<p>A 7\u00aa C\u00e2mara do TRT-15 negou provimento ao recurso de uma empresa do ramo de administra\u00e7\u00e3o patrimonial e, tamb\u00e9m, de um sindicato, que disputavam na Justi\u00e7a do Trabalho sobre a contribui\u00e7\u00e3o sindical patronal. A empresa, sem empregados, n\u00e3o concordou com a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o feita pelo sindicato e conseguiu, por decis\u00e3o em primeira inst\u00e2ncia proferida pelo Ju\u00edzo da 4\u00aa Vara do Trabalho de Jundia\u00ed, a restitui\u00e7\u00e3o do valor pago ao longo do ano de 2012. Por\u00e9m, em seu recurso, ela insistia para que a restitui\u00e7\u00e3o se estendesse tamb\u00e9m para o ano de 2013.<\/p>\n<p>J\u00e1 o sindicato defendeu a tese de que a decis\u00e3o &#8220;est\u00e1 concedendo isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o prevista na norma legal&#8221;. Dentre seus argumentos, est\u00e1 o de que o sistema sindical brasileiro prev\u00ea o enquadramento compuls\u00f3rio vinculado \u00e0 categoria econ\u00f4mica. O recorrente tamb\u00e9m pediu a interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da legisla\u00e7\u00e3o pertinente, que &#8220;autoriza a cobran\u00e7a at\u00e9 mesmo de profissionais liberais&#8221;, lembrando que o termo &#8220;empregadores&#8221; foi utilizado no inciso III do <a href=\"https:\/\/juridmais.com.br\/consolidacao-das-leis-do-trabalho--clt--580\">artigo 580<\/a> da CLT (que cuida apenas da defini\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de seu fato gerador) como sin\u00f4nimo de &#8220;empresas&#8221;, n\u00e3o podendo subsistir a interpreta\u00e7\u00e3o adotada na origem e na Nota T\u00e9cnica 50\/2005 do MTE, que n\u00e3o ostenta for\u00e7a normativa. O sindicato afirmou tamb\u00e9m que a empresa se beneficia da atua\u00e7\u00e3o sindical, &#8220;ainda que n\u00e3o tenha empregados&#8221;.<\/p>\n<p>O relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Luiz Roberto Nunes, n\u00e3o concordou com os argumentos do sindicato, afirmando que &#8220;a senten\u00e7a acolheu a tese autoral de cobran\u00e7a indevida \u00e0 luz da literalidade do inciso III do <a href=\"https:\/\/juridmais.com.br\/consolidacao-das-leis-do-trabalho--clt--580\">artigo 580<\/a> da CLT, que se refere a \u2018empregadores&#8217;, destacando que \u2018a norma legal n\u00e3o possui palavras in\u00fateis&#8217;.&#8221;<\/p>\n<p>O colegiado ressaltou que &#8220;justamente por tratar-se de cobran\u00e7a compuls\u00f3ria, equipar\u00e1vel a tributo, a norma de reg\u00eancia comporta interpreta\u00e7\u00e3o restritiva, n\u00e3o podendo o int\u00e9rprete elastecer o seu alcance, indo al\u00e9m da vontade do legislador&#8221;. O ac\u00f3rd\u00e3o destacou tamb\u00e9m que a empresa conseguiu provar, mediante a apresenta\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o anual de informa\u00e7\u00f5es sociais (RAIS) de 2012 que, naquele ano-exerc\u00edcio, n\u00e3o foi empregadora e, portanto, &#8220;n\u00e3o deveria pagar a contribui\u00e7\u00e3o sindical patronal&#8221;.<\/p>\n<p>Quanto ao recurso da empresa, que buscou estender a restitui\u00e7\u00e3o para o ano de 2013, sob o argumento de cobran\u00e7a indevida, o ac\u00f3rd\u00e3o salientou que &#8220;a documenta\u00e7\u00e3o encartada \u00e0 pe\u00e7a recursal (RAIS-2013) n\u00e3o pode ser analisada por esta Inst\u00e2ncia Revisora, pois n\u00e3o se amolda ao conceito de \u2018documento novo&#8217; referido na <a href=\"https:\/\/juridmais.com.br\/sumulas---tribunal-superior-do-trabalho-8\">S\u00famula n\u00ba 8 do TST<\/a>&#8220;.<\/p>\n<p>Segundo o colegiado, &#8220;ainda que a presente a\u00e7\u00e3o tenha sido ajuizada em setembro de 2013, antes do t\u00e9rmino do ano-exerc\u00edcio em tela, \u00e9 certo que a decis\u00e3o de primeiro grau ora combatida foi prolatada somente em 7\/3\/2014, ou seja, em momento posterior \u00e0 obten\u00e7\u00e3o dos documentos via internet (18\/2\/2014), n\u00e3o se justificando a sua n\u00e3o apresenta\u00e7\u00e3o perante o primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Assim, a C\u00e2mara concluiu que, &#8220;tratando-se de documento essencial, eis que o fato constitutivo do direito vindicado na a\u00e7\u00e3o funda-se justamente na condi\u00e7\u00e3o de \u2018n\u00e3o empregadora&#8217; para afastar a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o sindical, \u00e9 for\u00e7oso manter a decis\u00e3o de origem, que restringiu a devolu\u00e7\u00e3o ao valor cobrado no ano de 2012&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Processo:\u00a00001782-49.2013.5.15.0097<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conforme o ac\u00f3rd\u00e3o, a empresa conseguiu provar que, naquele ano-exerc\u00edcio, n\u00e3o foi empregadora e, portanto,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":216,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2451","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2451"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2451\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2452,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2451\/revisions\/2452"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}