{"id":2164,"date":"2014-12-10T11:20:40","date_gmt":"2014-12-10T11:20:40","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=2164"},"modified":"2014-12-10T11:20:40","modified_gmt":"2014-12-10T11:20:40","slug":"uso-indevido-de-cpf-por-terceiros-nao-e-motivo-para-cancelamento-do-documento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=2164","title":{"rendered":"Uso indevido de CPF por terceiros n\u00e3o \u00e9 motivo para cancelamento do documento"},"content":{"rendered":"<h3>TRF3 julgou improcedentes tr\u00eas pedidos por entender que registro \u00e9 \u00fanico para toda a vida civil da pessoa f\u00edsica e emiss\u00e3o de novo documento n\u00e3o impediria fraudes<\/h3>\n<p>Fonte |\u00a0<a href=\"http:\/\/www.jornaljurid.com.br\/busca\/fonte\/trf-da-3a-regiao\">TRF da 3\u00aa Regi\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 interesse p\u00fablico para preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica do sistema de informa\u00e7\u00f5es, por isso cada pessoa f\u00edsica est\u00e1 vinculada a um \u00fanico n\u00famero de CPF (Cadastro de Pessoa F\u00edsica) durante toda a vida civil. Com esse entendimento o desembargador Federal Carlos Muta, da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3), julgou tr\u00eas apela\u00e7\u00f5es civis negando a concess\u00e3o de novos documentos a pessoas que solicitavam cancelamento do CPF e emiss\u00e3o de novo registro.<\/p>\n<p>Os autores propuseram a\u00e7\u00e3o de cancelamento de CPF, com emiss\u00e3o de novo registro, devido a transtornos decorrentes do uso indevido do documento por terceiras pessoas como abertura de contas banc\u00e1rias, protestos, aquisi\u00e7\u00e3o de linhas telef\u00f4nicas, passagens a\u00e9reas e outros produtos.<\/p>\n<p>Nas decis\u00f5es publicadas em outubro, o magistrado ressaltou que existe interesse p\u00fablico de modo a vincular cada pessoa f\u00edsica a um \u00fanico CPF durante toda a vida civil, apesar dos preju\u00edzos suportados pelos autores das a\u00e7\u00f5es, e o cancelamento dos registros n\u00e3o impediria a utiliza\u00e7\u00e3o indevida dos documentos.<\/p>\n<p>\u201cV\u00e1rios atos jur\u00eddicos j\u00e1 foram praticados pelo(s) autor(es) com tal dado de identifica\u00e7\u00e3o, cuja mudan\u00e7a \u00e9 capaz de gerar d\u00favida e controv\u00e9rsia com preju\u00edzo a terceiros e, por outro lado, ainda que cancelado fosse o registro anterior com a atribui\u00e7\u00e3o de um novo, nada impediria que, outra vez, viesse a ser utilizado o mesmo CPF por terceiros\u201d, justificou.<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Em S\u00e3o Bernardo do Campo (3\u00aa Vara Federal), a autora teve a a\u00e7\u00e3o de cancelamento do CPF julgada improcedente. Ela recorreu ao TRF3, alegando que foi v\u00edtima de furto, na rodovi\u00e1ria do Tiet\u00ea, S\u00e3o Paulo\/SP, em 2001. A partir de ent\u00e3o, foram feitas v\u00e1rias transa\u00e7\u00f5es financeiras em seu nome, redundando em protestos nos servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito e impossibilidade de promover transa\u00e7\u00f5es comerciais, al\u00e9m de preju\u00edzos de ordem material e moral.<\/p>\n<p>Na 6\u00aa Vara Federal de Guarulhos, uma pessoa tamb\u00e9m teve o pedido improvido. Apelou a autora argumentando que, desde 2012, era v\u00edtima de fraudadores que utilizavam o documento de forma indevida, trazendo grandes transtornos e preju\u00edzos materiais e morais. Ela justificou que estaria, inclusive, sujeita \u00e0 perda do emprego, devido \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o indevida do CPF, e que o pedido teria amparo na jurisprud\u00eancia.<\/p>\n<p>De forma contr\u00e1ria, em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, o juiz da 4\u00aa Vara Federal havia concedido senten\u00e7a condenando a Uni\u00e3o Federal a cancelar a inscri\u00e7\u00e3o do CPF e expedir novo n\u00famero de cadastro a uma pessoa. A autora justificava que entre os anos de 2007 e 2008, teve seus documentos pessoais clonados e, como consequ\u00eancia, tivera o nome inscrito no Cadastro Informativo de Cr\u00e9ditos n\u00e3o quitados do setor p\u00fablico (Cadin), bem como em outros cadastros de inadimplentes.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Federal apelou ao TRF3, alegando que o pedido era juridicamente imposs\u00edvel, tendo em vista o disposto no artigo 5\u00ba da IN\/SRF 1.042\/2010. Acrescentou ainda que a hip\u00f3tese trazida pela autora de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto n\u00e3o estaria contemplada entre as exce\u00e7\u00f5es que contemplam referido cancelamento, previstas nos artigos 26, 27 e 30 do instrumento normativo.<\/p>\n<p><strong>Decis\u00e3o no TRF3<\/strong><\/p>\n<p>Ao julgar as a\u00e7\u00f5es c\u00edveis, o desembargador federal Carlos Muta, embasou-se em precedentes do TRF3 e reafirmou que o cancelamento e emiss\u00e3o de novo documento n\u00e3o impediria novas fraudes e que o n\u00famero de inscri\u00e7\u00e3o no CPF \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 pessoa f\u00edsica uma \u00fanica vez.<\/p>\n<p>\u201cAcerca do cancelamento de inscri\u00e7\u00e3o no CPF, \u00e9 firme a jurisprud\u00eancia, inclusive desta Turma, no sentido de que somente \u00e9 poss\u00edvel nos casos previstos na legisla\u00e7\u00e3o, dentre os quais n\u00e3o se contempla o uso indevido do registro por terceiros\u201d, finalizou.<\/p>\n<p><strong>Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel 0000380-09.2011.4.03.6114\/SP<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel 0008298-15.2012.4.03.6119\/SP<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel 0005707-85.2013.4.03.6106\/SP<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TRF3 julgou improcedentes tr\u00eas pedidos por entender que registro \u00e9 \u00fanico para toda a vida&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2165,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2164","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2164"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2164\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2166,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2164\/revisions\/2166"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}