{"id":2154,"date":"2014-12-10T11:03:08","date_gmt":"2014-12-10T11:03:08","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=2154"},"modified":"2014-12-10T11:03:08","modified_gmt":"2014-12-10T11:03:08","slug":"secao-do-stj-altera-redacao-que-define-termo-inicial-do-prazo-de-prescricao-do-dpvat","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=2154","title":{"rendered":"Se\u00e7\u00e3o do STJ altera reda\u00e7\u00e3o que define termo inicial do prazo de prescri\u00e7\u00e3o do DPVAT"},"content":{"rendered":"<p>A Segunda Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) acolheu embargos de declara\u00e7\u00e3o para alterar a reda\u00e7\u00e3o que fixou, em repetitivo, a tese envolvendo o prazo de prescri\u00e7\u00e3o do seguro <a class=\"cite\" title=\"Lei no 8.441, de 13 de julho de 1992.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/127799\/lei-do-seguro-dpvat-lei-8441-92\" rel=\"12097188\">DPVAT<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte | COAD<\/p>\n<p>A tese foi fixada em dois t\u00f3picos. No primeiro t\u00f3pico ficou estabelecido que o termo inicial do prazo prescricional, na a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o, \u00e9 a data em que o segurado teve ci\u00eancia inequ\u00edvoca do car\u00e1ter permanente da invalidez.<\/p>\n<p>A Se\u00e7\u00e3o alterou o trecho relativo ao segundo t\u00f3pico, que dispunha que, exceto nos casos de invalidez permanente not\u00f3ria, a ci\u00eancia inequ\u00edvoca do car\u00e1ter permanente da invalidez depende de laudo m\u00e9dico, sendo relativa a presun\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Com a nova reda\u00e7\u00e3o, o trecho afirma que, exceto nos casos de invalidez permanente not\u00f3ria, ou naqueles em que o conhecimento anterior resulte comprovado na fase de instru\u00e7\u00e3o, a ci\u00eancia inequ\u00edvoca do car\u00e1ter permanente da invalidez depende de laudo m\u00e9dico.<\/p>\n<p><b>Laudo m\u00e9dico<\/b><\/p>\n<p>O <a class=\"cite\" title=\"Lei no 8.441, de 13 de julho de 1992.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/127799\/lei-do-seguro-dpvat-lei-8441-92\" rel=\"12097188\">DPVAT<\/a> foi criado pela Lei <a class=\"cite\" title=\"Lei n\u00ba 6.194, de 19 de dezembro de 1974.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/109265\/lei-do-seguro-dpvat-de-1974-lei-6194-74\" rel=\"11703213\">6.194<\/a>\/74 e serve para indenizar v\u00edtimas de acidentes de tr\u00e2nsito. A quest\u00e3o controvertida no processo afetado como repetitivo era referente \u00e0 necessidade de um laudo m\u00e9dico comprovando que a v\u00edtima teve ci\u00eancia inequ\u00edvoca da invalidez permanente (total ou parcial), para o fim de marcar o in\u00edcio do prazo prescricional para a a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A S\u00famula 278 do STJ, que trata do tema, disp\u00f5e que o termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 a data em que o segurado teve ci\u00eancia inequ\u00edvoca da incapacidade laboral.<\/p>\n<p>Sobre a necessidade do laudo m\u00e9dico para atestar a ci\u00eancia da v\u00edtima, o relator, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, afirmou que h\u00e1 tr\u00eas linhas predominantes na jurisprud\u00eancia.<\/p>\n<p>A primeira considera que a invalidez permanente depende de declara\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, sem a qual n\u00e3o h\u00e1 como presumir a ci\u00eancia da v\u00edtima. \u00c9 o caso em que a v\u00edtima submeteu-se a um exame m\u00e9dico em 2003, mas o laudo foi inconclusivo quanto \u00e0 invalidez permanente. O prazo, neste caso, se contou a partir do momento em que realizou os exames complementares.<\/p>\n<p>A segunda linha aceita a presun\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia inequ\u00edvoca, independentemente de laudo m\u00e9dico, mas somente nas hip\u00f3teses em que a invalidez \u00e9 not\u00f3ria, como nos casos de amputa\u00e7\u00e3o de membros.<\/p>\n<p>Por fim, a terceira linha admite que a ci\u00eancia pode ser presumida, conforme a circunst\u00e2ncia de cada caso. \u00c9 a hip\u00f3tese do segurado que sofreu a fratura da perna esquerda em 1988, mas cujo laudo s\u00f3 foi elaborado em 2008, quando constatada a perda da fun\u00e7\u00e3o motora.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o de julgamento do dia 11 de junho de 2014, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino havia proposto a consolida\u00e7\u00e3o da tese no sentido de que a v\u00edtima somente poderia ter ci\u00eancia inequ\u00edvoca do car\u00e1ter permanente da invalidez quando esse fato fosse atestado por um m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Para o ministro, n\u00e3o se pode confundir ci\u00eancia da les\u00e3o com ci\u00eancia do car\u00e1ter permanente da invalidez, pois esta \u00faltima s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com aux\u00edlio m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Contudo, ponderou-se na sess\u00e3o que esse entendimento impediria as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias de avaliar no caso concreto se a v\u00edtima sabia do car\u00e1ter definitivo da les\u00e3o antes da obten\u00e7\u00e3o do laudo m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Os ministros conclu\u00edram, ent\u00e3o, que a ci\u00eancia anterior da v\u00edtima pode vir a ser comprovada na fase de instru\u00e7\u00e3o do processo, n\u00e3o ficando o juiz adstrito \u00e0 data do laudo m\u00e9dico.<\/p>\n<p><b>Caso concreto<\/b><\/p>\n<p>No recurso analisado pelo STJ, a v\u00edtima sofreu acidente de tr\u00e2nsito em 2004, mas somente obteve um laudo m\u00e9dico atestando a invalidez permanente em 2009.<\/p>\n<p>Conforme o par\u00e1grafo 3\u00ba, inciso IX, artigo <a class=\"cite\" title=\"Artigo 206 da Lei n\u00ba 10.406 de 10 de Janeiro de 2002\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/10717064\/artigo-206-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002\" rel=\"10717064\">206<\/a> do <a class=\"cite\" title=\"LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/111983995\/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02\" rel=\"10731286\">novo C\u00f3digo Civil<\/a> e o teor da S\u00famula 405 do STJ, a prescri\u00e7\u00e3o do direito de recebimento ao <a class=\"cite\" title=\"Lei no 8.441, de 13 de julho de 1992.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/127799\/lei-do-seguro-dpvat-lei-8441-92\" rel=\"12097188\">DPVAT<\/a> \u00e9 de tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>A seguradora alegou prescri\u00e7\u00e3o, pois o prazo prescricional, no caso, n\u00e3o poderia ficar sujeito ao arb\u00edtrio da v\u00edtima, que teria tido ci\u00eancia da invalidez desde o t\u00e9rmino do tratamento, mas somente realizou a per\u00edcia quatro anos depois.<\/p>\n<p>O ministro Sanseverino observou que a in\u00e9rcia da v\u00edtima deve ser contextualizada \u00e0 realidade brasileira, em que as pessoas t\u00eam dificuldade com tratamento m\u00e9dico e fisioter\u00e1pico, principalmente no SUS. O fato de a v\u00edtima n\u00e3o persistir no tratamento iniciado n\u00e3o pode ser utilizado para fulminar seu direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o, concluiu.<\/p>\n<p>Com esse entendimento, manteve-se ac\u00f3rd\u00e3o do TJMG, que havia computado o prazo prescricional a partir da data do laudo m\u00e9dico, rejeitando a alega\u00e7\u00e3o de prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Processo: REsp 1388030<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Segunda Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) acolheu embargos de declara\u00e7\u00e3o para alterar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2155,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2154","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2154"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2154\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2156,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2154\/revisions\/2156"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2155"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}