{"id":1732,"date":"2014-07-15T20:01:35","date_gmt":"2014-07-15T20:01:35","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=1732"},"modified":"2014-07-15T20:01:35","modified_gmt":"2014-07-15T20:01:35","slug":"tj-ma-reconhece-uniao-estavel-paralela-ao-casamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=1732","title":{"rendered":"TJ-MA reconhece uni\u00e3o est\u00e1vel paralela ao casamento"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #404040;\">A 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Maranh\u00e3o (TJMA), por unanimidade, reconheceu como uni\u00e3o est\u00e1vel o relacionamento de uma mulher que ingressou na Justi\u00e7a pleiteando direitos patrimoniais ap\u00f3s o falecimento de um homem casado com outra pessoa e com quem manteve um relacionamento paralelo por 17 anos.<\/span><\/p>\n<p>Fonte | JusBrasil<\/p>\n<p style=\"color: #404040;\">A decis\u00e3o do colegiado \u00e9 in\u00e9dita na Corte e seguiu voto do desembargador Lourival Serejo (relator), que considerou plaus\u00edvel o pedido formulado pela apelante para participar das partilhas dos bens do companheiro falecido, uma vez que o relacionamento preenchia todos os requisitos necess\u00e1rios para configurar a uni\u00e3o est\u00e1vel, tais como a conviv\u00eancia p\u00fablica, cont\u00ednua e duradoura, estabelecida com o objetivo de constituir fam\u00edlia, conforme prev\u00ea o artigo\u00a0<a class=\"cite\" style=\"font-weight: inherit; color: #007000;\" title=\"Artigo 1723 da Lei n\u00ba 10.406 de 10 de Janeiro de 2002\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/10613814\/artigo-1723-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002\" rel=\"10613814\">1.723<\/a>\u00a0do\u00a0<a class=\"cite\" style=\"font-weight: inherit; color: #007000;\" title=\"LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/111983995\/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02\" rel=\"10731286\">C\u00f3digo Civil<\/a>.<\/p>\n<p style=\"color: #404040;\">Lourival Serejo \u2013 que considera o tema um dos mais desafiadores no cen\u00e1rio atual do Direito de Fam\u00edlia \u2013 ressaltou em seu voto que a fam\u00edlia tem passado por um per\u00edodo de acentuada evolu\u00e7\u00e3o, com diversos modos de constituir-se, longe dos paradigmas antigos marcados pelo patriarcalismo e pela exclusividade do casamento como forma de sua\u00a0<a class=\"cite\" style=\"font-weight: inherit; color: #007000;\" title=\"CONSTITUI\u00c7\u00c3O DA REP\u00daBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/112175738\/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988\" rel=\"302754\">constitui\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p style=\"color: #404040;\">\u201cEntre as novas formas de fam\u00edlias hoje existentes despontam-se as fam\u00edlias paralelas. Se a lei lhes nega prote\u00e7\u00e3o, a Justi\u00e7a n\u00e3o pode ficar alheia aos seus clamores. O enunciado normativo n\u00e3o encerra, em si, a Justi\u00e7a que se busca. N\u00e3o se pode deixar ao desamparo uma fam\u00edlia que se forma ao longo de muitos anos, principalmente existindo filhos\u201d, assinala.<\/p>\n<p style=\"color: #404040;\">O magistrado explica que a doutrina e a jurisprud\u00eancia favor\u00e1veis ao reconhecimento das fam\u00edlias paralelas como entidades familiares s\u00e3o ainda t\u00edmidas, mas suficientes para mostrar que a for\u00e7a da realidade social n\u00e3o deve ser desconhecida quando se trata de praticar Justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"color: #404040;\">Sustenta ainda que garantir a prote\u00e7\u00e3o a esses grupos familiares n\u00e3o ofende o princ\u00edpio da monogamia, pois s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es peculiares, id\u00f4neas, que se constituem, muitas vezes, com o conhecimento da esposa leg\u00edtima. Para o desembargador, embora amenizado nos dias atuais, o preconceito existente dificulta o reconhecimento da fam\u00edlia paralela.<\/p>\n<p style=\"color: #404040;\">\u201cO tri\u00e2ngulo amoroso sub-rept\u00edcio, demolidor do relacionamento n\u00famero um, s\u00f3lido e perfeito, \u00e9 o quadro que sempre est\u00e1 \u00e0 frente do pensamento geral, quando se refere a fam\u00edlias paralelas, que s\u00e3o estigmatizadas, socialmente falando. \u00c9 como se todas as situa\u00e7\u00f5es de simultaneidade fossem iguais, malignas e inseridas num \u00fanico e exclusivo contexto\u201d, salienta.<\/p>\n<p style=\"color: #404040;\">Ele diz que o\u00a0<a class=\"cite\" style=\"font-weight: inherit; color: #007000;\" title=\"LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/111983995\/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02\" rel=\"10731286\">C\u00f3digo Civil<\/a>\u00a0optou por tratar as uni\u00f5es fora do casamento com muito rigor, qualificando-as como mero concubinato (artigo 1.727). Para minorar esse rigor, o par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 1.723 admitiu a possibilidade de configurar-se a uni\u00e3o est\u00e1vel desde que haja separa\u00e7\u00e3o de fato, sendo esta uma das quest\u00f5es consideradas na decis\u00e3o do colegiado.<\/p>\n<p style=\"color: #404040;\">\u201cA separa\u00e7\u00e3o de fato se apresenta como conditio sine qua non (condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel) para o reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel de pessoa casada. Entretanto, a for\u00e7a dos fatos surge como situa\u00e7\u00f5es novas que reclamam acolhida jur\u00eddica para n\u00e3o ficarem no limbo da exclus\u00e3o. Entre esses casos, est\u00e3o as fam\u00edlias paralelas que vicejam ao lado das fam\u00edlias matrimonializadas\u201d, afirma o desembargador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Maranh\u00e3o (TJMA), por unanimidade, reconheceu como&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":687,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1732","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1732"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1733,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1732\/revisions\/1733"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}