{"id":1719,"date":"2014-07-14T15:16:00","date_gmt":"2014-07-14T15:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=1719"},"modified":"2014-07-14T15:16:00","modified_gmt":"2014-07-14T15:16:00","slug":"o-que-suas-fezes-tem-a-dizer-sobre-sua-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/?p=1719","title":{"rendered":"O que suas fezes tem a dizer sobre sua sa\u00fade?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #666666;\">Chega demudar de assunto: muitas doen\u00e7as e problemas do organismo podem ser resolvidos se prestar mais aten\u00e7\u00e3o ao que voc\u00ea deixa no banheiro<\/span><\/p>\n<p>Fonte | UOL Sa\u00fade<\/p>\n<p>O coc\u00f4 pode ser considerado um assunto engra\u00e7ado, desagrad\u00e1vel ou tabu, mas na verdade ele deveria ser levado mais a s\u00e9rio. O aspecto das fezes \u2013 sua cor, forma e consist\u00eancia \u2013 pode refletir a qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o, indicar falta de vitaminas e prote\u00ednas, e at\u00e9 mesmo alertar para a presen\u00e7a de alguma doen\u00e7a. Por isso, prestar aten\u00e7\u00e3o nas fezes pode ser t\u00e3o \u00fatil quanto checar a temperatura corporal ou a press\u00e3o sangu\u00ednea.<\/p>\n<p>&#8220;Considerando que sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 apenas a aus\u00eancia de doen\u00e7as, mas sim a cont\u00ednua sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar, podemos afirmar que sa\u00fade intestinal \u00e9 fundamental para a sa\u00fade de todos os outros \u00f3rg\u00e3os&#8221;, aponta Fernando Gomes Romeiro, professor de Gastroenterologia do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica na Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho). Isso fica evidente quando h\u00e1 algum problema no intestino: pessoas com o intestino doente geralmente apresentam mudan\u00e7as, inclusive de humor e de personalidade. Isso acontece porque \u00e9 no intestino que temos a maior concentra\u00e7\u00e3o de neur\u00f4nios fora do sistema nervoso central \u2013o que explica a dificuldade em manter qualquer sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar sem a sa\u00fade intestinal.<\/p>\n<p>Por ser um assunto que a maioria das pessoas n\u00e3o se sente muito \u00e0 vontade para discutir, n\u00e3o \u00e9 raro que o problema cres\u00e7a at\u00e9 ficar mais grave. &#8220;Se n\u00e3o conversamos sobre isso com quem gostamos, fica mais dif\u00edcil falar com quem n\u00e3o conhecemos, ent\u00e3o \u00e9 comum que as pessoas sofram sozinhas com o problema&#8221;, diz o gastroenterologista Fernando Romeiro. O preconceito ou a vergonha acabam se somando ao desconhecimento da extens\u00e3o de consequ\u00eancias que um intestino afetado pode causar. &#8220;Problemas intestinais podem afetar pele, cabelos, unhas, sangue, f\u00edgado, est\u00f4mago e praticamente qualquer outro \u00f3rg\u00e3o&#8221;, diz Romeiro. &#8220;Por isso o di\u00e1logo sobre esse assunto sempre deve ser estimulado.&#8221;<\/p>\n<h3 style=\"font-weight: bold;\">Processo importante<\/h3>\n<p>As fezes nada mais s\u00e3o do que res\u00edduos de alimentos n\u00e3o digeridos, bact\u00e9rias da flora intestinal e produtos da descama\u00e7\u00e3o do nosso intestino que se renova diariamente. O processo come\u00e7a quando o alimento entra na boca: a mastiga\u00e7\u00e3o, a saliva, a contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos gastrointestinais, as bact\u00e9rias, o \u00e1cido clor\u00eddrico, as enzimas digestivas, a bile e outras secre\u00e7\u00f5es agem em conjunto num complexo processo que transforma a comida em uma massa chamada quimo. Os nutrientes s\u00e3o absorvidos ao longo do tubo digestivo, enquanto as partes n\u00e3o aproveitadas seguem em frente at\u00e9 o intestino grosso, onde se misturam com \u00e1gua e formam o bolo fecal, ou seja, o coc\u00f4.<\/p>\n<p>Se o processo seguir tranquilamente at\u00e9 o final, \u00e9 uma visita saud\u00e1vel ao banheiro. &#8220;Um intestino saud\u00e1vel, com bom funcionamento, \u00e9 reflexo de bom funcionamento do aparelho digestivo como um todo, com a elimina\u00e7\u00e3o adequada dos res\u00edduos sem problemas de ac\u00famulo&#8221;, explica Bruno Zilberstein, professor de cirurgia do aparelho digestivo do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo). &#8220;\u00c9 o que chamamos de equil\u00edbrio org\u00e2nico adequado&#8221;.<\/p>\n<h3 style=\"font-weight: bold;\">S\u00f3 em casa<\/h3>\n<p>O contr\u00e1rio, infelizmente, tamb\u00e9m \u00e9 verdade. Ficar um bom tempo sem ir ao banheiro causa uma s\u00e9rie de problemas bem desagrad\u00e1veis, como dor abdominal, sensa\u00e7\u00e3o de incha\u00e7o, irritabilidade, indisposi\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00f5es no apetite e no humor. Quem tem intestino preso ou pris\u00e3o de ventre sabe bem como \u00e9. A constipa\u00e7\u00e3o (ou obstipa\u00e7\u00e3o) intestinal \u2013nome m\u00e9dico para o problema \u2013 acontece quando a pessoa evacua menos de duas vezes por semana ou quando o esfor\u00e7o para evacuar \u00e9 grande demais e pouco produtivo.<\/p>\n<p>As causas mais comuns costumam ser uma dieta pobre em fibras, pequena ingest\u00e3o de l\u00edquidos, sedentarismo e consumo excessivo de prote\u00edna animal e de alimentos industrializados. O fator comportamental tamb\u00e9m entra na conta. Muitas pessoas n\u00e3o conseguem usar o banheiro em locais p\u00fablicos \u2013muitas vezes porque se sentem desconfort\u00e1veis e constrangidas para fazer isso fora do ambiente acolhedor do lar. Os m\u00e9dicos avisam que \u00e9 um p\u00e9ssimo h\u00e1bito. Em primeiro lugar, quanto mais tempo os res\u00edduos alimentares permanecem no intestino, mais secos e duros eles ficam &#8211;o que os torna mais dif\u00edceis de expelir. Segundo: com o tempo, o intestino acaba se acostumando e diminuindo a frequ\u00eancia de &#8220;visitas&#8221; ao banheiro. Portanto, aquela hist\u00f3ria de &#8220;eu n\u00e3o consigo ir ao banheiro fora de casa&#8221; pode acabar criando um problema bem complicado.<\/p>\n<p>Outros fatores emocionais, como estresse, depress\u00e3o e ansiedade tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de interferir nos h\u00e1bitos intestinais.<\/p>\n<h3 style=\"font-weight: bold;\">Quanto mais, melhor?<\/h3>\n<p>N\u00e3o ir ao banheiro \u00e9 ruim, mas ir ao banheiro muitas vezes pode ser ainda pior. A diarreia \u00e9 sinal de que os alimentos e seus nutrientes est\u00e3o se movimentando muito r\u00e1pido pelo corpo e n\u00e3o est\u00e3o passando tempo suficiente no intestino &#8211;o que causa aumento do n\u00famero de evacua\u00e7\u00f5es e a perda de consist\u00eancia das fezes, que se tornam aguadas.<\/p>\n<p>A causa mais comum da diarreia \u00e9 a gastroenterite viral ou o v\u00edrus intestinal. Consumir \u00e1gua ou alimentos contaminados pode causar evacua\u00e7\u00f5es frequentes. Contudo, a diarreia pode ser sintoma de v\u00e1rias doen\u00e7as, como \u00falcera gastrointestinal e alguns tipos de c\u00e2ncer, por isso \u00e9 importante procurar assist\u00eancia m\u00e9dica &#8211;especialmente se a diarreia n\u00e3o melhorar em um ou dois dias e se houver presen\u00e7a de sangue nas fezes.<\/p>\n<h3 style=\"font-weight: bold;\">Cor \u00e9 tudo<\/h3>\n<p>Al\u00e9m da frequ\u00eancia de visitas ao banheiro, a cor, o formato e a textura das fezes tamb\u00e9m s\u00e3o importantes indicativos da sa\u00fade do intestino \u2013e de todo o corpo.<\/p>\n<p>As fezes normais devem ter colora\u00e7\u00e3o acastanhada e textura moldada e macia. Apesar de haver uma grande varia\u00e7\u00e3o de tons conforme a dieta de cada pessoa, altera\u00e7\u00f5es muito grandes nesse padr\u00e3o podem sinalizar problemas.<\/p>\n<p>Pequenas bolinhas isoladas podem indicar falta de fibras na alimenta\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a de sangue, muco e pus pode ser sinal de um intestino est\u00e1 inflamado. Fezes compridas e finas s\u00e3o causadas por esfor\u00e7o excessivo, e se o problema persistir por semanas, pode indicar a presen\u00e7a de um c\u00e2ncer no reto, pois o tumor vai se expandindo e estreitando a cavidade do c\u00f3lon. &#8220;Em todas essas situa\u00e7\u00f5es que saem do padr\u00e3o normal, \u00e9 preciso procurar ajuda m\u00e9dica&#8221;, alerta Fernando Gomes Romeiro, do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica na Faculdade de Medicina da Unesp.<\/p>\n<p>A cor tamb\u00e9m pode ser indicativa de que algo n\u00e3o est\u00e1 funcionando bem. &#8220;Na maioria das vezes, a colora\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada com o tipo de alimento, mas \u00e0s vezes pode ser consequ\u00eancia de sangramento g\u00e1strico ou intestinal, doen\u00e7as do f\u00edgado&#8221;, aponta Bruno Zilberstein, da Faculdade de Medicina da USP. &#8220;A perda de gordura nas fezes indica quadros de falta de absor\u00e7\u00e3o intestinal e infec\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>A cor das fezes pode variar pontualmente, de acordo com a dieta. \u00c9 o caso da ingest\u00e3o de beterraba, que torna as fezes mais avermelhadas ou com um tom castanho mais escuro, por exemplo. Aten\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, para colora\u00e7\u00f5es que devem ser sinais de alerta. Se as fezes estiverem &#8220;p\u00e1lidas&#8221;, por exemplo, pode ser sinal de que a ves\u00edcula n\u00e3o est\u00e1 funcionando adequadamente, ou de que h\u00e1 presen\u00e7a de c\u00e1lculos biliares. Se a cor for castanho-avermelhada, pode ser consequ\u00eancia de sangramento no trato digestivo inferior, um sintoma associado a c\u00e2ncer de intestino. J\u00e1 fezes negras podem indicar sangramento no est\u00f4mago ou no intestino delgado, provavelmente causado por uma \u00falcera.<\/p>\n<h3 style=\"font-weight: bold;\">Cuidando do intestino<\/h3>\n<p>Ter h\u00e1bitos saud\u00e1veis se reflete diretamente na sa\u00fade do intestino. Manter o \u00f3rg\u00e3o funcionando adequadamente todos os dias, al\u00e9m de ser um &#8220;al\u00edvio&#8221;, tamb\u00e9m ajuda na imunidade, absor\u00e7\u00e3o dos nutrientes, produ\u00e7\u00e3o de vitaminas e manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade de todo corpo.<\/p>\n<p>Para manter a sa\u00fade do intestino, \u00e9 preciso primeiramente ter uma alimenta\u00e7\u00e3o balanceada, com ingest\u00e3o de muitas fibras e pouca gordura. As fibras absorvem l\u00edquido e ajudam a formar o bolo fecal, que distende a parede do intestino e for\u00e7a a evacua\u00e7\u00e3o. J\u00e1 as gorduras s\u00e3o mais dif\u00edceis de serem digeridas, exigindo muito do tubo digestivo.<\/p>\n<p>A \u00e1gua tamb\u00e9m \u00e9 essencial no processo. &#8220;Como o intestino grosso \u00e9 respons\u00e1vel pela absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, evitando que tenhamos grandes perdas de l\u00edquido pelas fezes, se a pessoa toma pouca \u00e1gua o intestino tem que tirar o m\u00e1ximo poss\u00edvel das fezes e elas podem ficar duras, levando a outros problemas&#8221;, explica o gastroenterologista Fernando Romeiro.<\/p>\n<p>Existem h\u00e1bitos que fazem toda a diferen\u00e7a, como n\u00e3o fumar (o cigarro \u00e9 associado a v\u00e1rias doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais), comer devagar (a digest\u00e3o come\u00e7a na boca, e quanto mais tempo o alimento ficar na boca, mais \u00e9 digerido e melhor a absor\u00e7\u00e3o de nutrientes no intestino) e tamb\u00e9m praticar exerc\u00edcios f\u00edsicos.<\/p>\n<p>Os exerc\u00edcios f\u00edsicos aumentam os movimentos perist\u00e1lticos, por liberar horm\u00f4nios que ativam o processo e ajudam na movimenta\u00e7\u00e3o do bolo alimentar pelo sistema digestivo. &#8220;A atividade f\u00edsica, mesmo que de pouca intensidade, auxilia a propaga\u00e7\u00e3o das fezes dentro do intestino. Do contr\u00e1rio, se ficarmos muito tempo parados, o intestino pode ter mais dificuldade pra fazer todo o trabalho sozinho&#8221;, diz Romeiro.<\/p>\n<p>Tomando esses cuidados, \u00e9 poss\u00edvel garantir o bom funcionamento do intestino e evitar muitos problemas de sa\u00fade. O seu organismo agradece.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chega demudar de assunto: muitas doen\u00e7as e problemas do organismo podem ser resolvidos se prestar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1720,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1719","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1719","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1719"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1719\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1721,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1719\/revisions\/1721"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gerolimich.adv.br\/adv\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}